Dar a luz em casa ou no hospital

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Escolher como queremos trazer nosso filho ao mundo é um direito. A gente pode escolher entre saúde pública ou privada e também prescindir de ambas e dar a luz em casa, em nossa própria cama com a assistência de profissionais qualificados. Duas posturas contrárias que se debatem entre as melhores condições de segurança e recursos de saúde e o clima ameno e confortável que um casal pode criar em sua casa para trazer ao mundo ao seu bebê com luzes tênues sem a instrumentalização própria do parto na maternidade. 

Escolha como você quer dar a luz ao seu filho

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Para muitos, a solução passa pela remodelação das maternidades criando espaços mais amenos e íntimos para realizar o trabalho de parto e dar a luz. Alguns hospitais e clínicas da Espanha já têm feito isso. O objetivo é imitar as casas de partos européias, lugares acolhedores e seguros para dar a luz no meio do caminho entre a casa particular e a maternidade

No Brasil, nenhum plano de saúde ou o SUS cobrem o parto em casa. Existem clínicas especializadas particulares nesse tipo de parto. Vale ressaltar que esse tipo de parto em casa não é recomendado pelo Conselho Federal de Medicina. Esse tipo de parto pode ser feito em gravidezes de baixo risco com acompanhamento de profissionais qualificados e também de uma doula. 

Enquanto para muitas pessoas dar a luz em casa seja uma irresponsabilidade, que ninguém pode permitir porque é como voltar atrás no tempo, quando existem clínicas e hospitais de maternidade que contam com um pessoal médico especializado em ginecologia e neonatologia e está capacitado para usar a tecnologia no caso de necessidade ou urgência, para outros, do ponto de vista emocional, não há nada como dar a luz no seu próprio domicílio onde o primeiro contato com o exterior para o bebê será menos traumático.  

A decisão de dar a luz em casa não depende só do casal. Só os partos naturais podem ser feitos em casa e para que exista um parto natural, que não necessite de nenhum tipo de instrumentalização serão necessárias condições adequadas: posição cefálica do bebê, ausência de doenças maternas próprias ou derivadas da própria gravidez. Essa é a recomendação para que o parto seja feito nas melhores condições de segurança. A polêmica está feita. Qual a sua posição (ou experiência) a respeito? Compartilhe conosco. 

Marisol Nuevo

Redatora Guiainfantil.com