Por que existem casais que se separam ao ter um filho

Causas de ruptura do casamento após o primeiro filho

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Ter um filho é a coisa mais bonita desse mundo porque após nove meses de espera chega ao mundo essa pessoinha que fará com que a vida do casal dê um giro de 180º. Antes de ter um filho pode parecer que tudo é idílico. O casal tem todo o tempo para eles mesmos, podem fazer o que quiserem e desfrutar um do outro.

Mas, quando uma mulher engravida, a primeira coisa que o casal deve conversar é sobre o futuro, sobre as coisas que os inquietam quanto à criação, o papel que terá cada um dependendo da vida que levam (trabalho e tempo disponível de cada um, etc.), e fazer um plano sobre como a vida mudará e como enfrentarão tudo isso juntos para criar uma família que tenha bases e valores e que possam caminhar numa mesma direção. Quando isso não acontece e os casais não falam sobre sua relação assim que o bebê nasce, as coisas podem se torcer um pouco porque a relação do casal após um filho pode mudar completamente. 

5 causas da crise de casais após o nascimento do filho

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1. Depressão pós-parto. A depressão pós-parto pode começar dois dias após ter dado a luz e pode durar umas duas semanas. Nos casos mais graves a depressão pode se converter em um grave problema que dure mais tempo. Se o casal não buscar uma solução para este grave e real problema isso pode ser motivo de separação.  

2. Falta de comunicação. Às vezes o cansaço e a falta de sono podem fazer com que um casal deixe de conversar porque ‘não existe tempo para isso’, ‘o importante é o bebê’. É certo que o bebê é importante, mas se um casal não tem comunicação é possível que a relação vá se desgastando até o ponto de se romper. 

3. Ciúmes do pai. Tem vezes que os pais se sentem desprezados porque a mãe tem que se concentrar unicamente e de forma exclusiva no cuidado do bebê fazendo inclusive que o pai se sinta um zero à esquerda. Isso é perigoso porque o pai, além de enciumar como casal pode enciumar como pai. Uma mãe deve aceitar o seu papel, mas também o do pai e dar-lhe o protagonismo que merece. 

4. Economia. Ser pai custa dinheiro e isso é algo que deve ser levado em conta antes de começar esta aventura. O casal deve calcular bem antes do nascimento do filho e saber como vão enfrentar os gastos. Se isso não estiver bem claro, a economia pode enterrar um casal até o ponto que venha a separação, porque as discussões podem ser contínuas. É necessário falar das coisas com calma e recordar que um casal é uma equipe na vida e nunca adversários. 

5. O papel no lar. Quando uma criança nasce a mãe de forma necessária deve se voltar para o seu cuidado, fazendo com que existam tarefas da casa que não possa fazer por falta de tempo. O casal deve ter muito claro que ambos fazem parte da mesma equipe e que as tarefas de casa devem ser repartidas de forma equitativa, mas se durante as primeiras semanas não der tempo para fazer as coisas, nada de pânico. Os pais têm que se recuperar do cansaço das primeiras semanas dos novos papéis, sem reprovações e sem ‘eu faço mais que você’ ou ‘eu estou muito mais cansado’. Nessas primeiras semanas, a ajuda dos avós e parentes é de muita importância. 

María José Roldán

Psicopedagoga

Mestre em Educação Especial (Pedagogia Terapêutica)