Ser mãe, até quando esperar?

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A idade em que as mulheres decidem ter o seu primeiro filho está aumentando a cada ano. Ao desejo de ser mãe, muitas vezes colocamos nossa estabilidade econômica, emocional, familiar, laboral na frente. São tantas coisas em que devemos pensar na hora de decidir que quando chega o momento de ser mãe, a gente se esquece do mais importante, da fertilidade. 

Alguma vez você pensou até quando poderá adiar a decisão de ser mãe? A idade da mulher é um fator determinante na fertilidade. Diversos estudos estimam que uma em cada dez mulheres mostra uma reserva ovariana menor a partir dos 32 anos, por isso se reduzem as probabilidades de gestação. Enquanto que a idade não influa tanto no homem, uma vez que a produção de espermatozóide está em constante regeneração, no caso da mulher acontece exatamente o contrário. 

Exames para saber até quando você pode ter filhos

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A perda de óvulos é um processo unido à idade e irreversível, já que as mulheres nascem com uma quantidade de óvulos que irá diminuindo rapidamente com o passar do tempo e que não podemos frear. Ao nascer, a mulher conta com aproximadamente com um milhão de oócitos e este número vai diminuindo durante a infância, até se reduzir a uns 400.000 quando tem a sua primeira menstruação e 200.000 por volta dos 30 anos. 

Como podemos conhecer nossa reserva ovariana para ser mãe antes de alcançar o tempo limite? Nas revisões ginecológicas rotineiras da mulher já está incluído um novo conceito, sobretudo a partir de determinadas idades. Da mesma forma que se realiza uma citologia, uma ecografia ou uma avaliação mamária, também se pode incluir exames para detectar a quantidade de óvulos disponível para a mulher ser mãe, assim como se ela apresenta problemas de fertilidade e das possibilidades reprodutivas em determinado momento. 

Para conhecer a reserva ovariana é fundamental conhecer o estado dos óvulos analisando a capacidade funcional dos ovários, assim como o número e a qualidade dos oócitos. Atualmente é possível averiguar de maneira simples e rápida através da recontagem de folículos antrais (RFA) e da análise do hormônio anti-Mülleriano (AMH), dois marcadores complementares que oferecem informação precisa sobre as expectativas reprodutivas.  

A recontagem dos folículos antrais se realiza de maneira muito fácil, através de uma simples ecografia ginecológica vaginal que é incluída habitualmente nas revisões de rotina. Se for computado de 5 a 10 folículos em cada ovário se pode considerar que se tem uma reserva ótima. A análise do hormônio anti-Mülleriano proporciona informação não apenas da quantidade de folículos ovarianos, mas também da qualidade dos ovos. O dito hormônio é produzido pelos folículos de pequeno tamanho nos ovários, sendo um indicador proporcional do número de óvulos disponíveis que a mulher de cada idade apresenta. 

Conhecer a reserva ovariana da mulher em idades avançadas é muito importante, já que quando maior a idade, menor quantidade de óvulos e de pior qualidade. Esta recontagem influencia na diminuição da fertilidade, além do que aumenta as possibilidades de problemas na gravidez. 

Marisol Nuevo

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Fonte consultada:

Clínica Ginefiv. 

Dra. Victoria Verdú, coordenadora de Ginecologia na Clínica Ginefiv