Na piscina, extrema vigilância com as crianças

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Todas as mães têm certa obsessão com as piscinas e para muitas de nós é prioritário que nossos filhos aprendam a se defender na água o quanto antes.  

Portanto, ainda que não possamos ensinar nossos bebês a nadar, porque já me disseram uma vez que as crianças não estão preparadas para aprender a nadar até os 4 anos porque o seu desenvolvimento psicomotor não lhe permite até essa idade (há controvérsias) é possível ensinar-lhes a flutuar. 

80% dos afogamentos de crianças podem ser evitados

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Eu sempre fico encantada vendo as imagens de recém-nascidos e dos bebês nadando como um peixinho na água. Até os 8 meses não perdem o reflexo do fechamento da glote e podem se manter embaixo d’água mais tempo do que os adultos sem respirar. Dá gosto vê-los. Mas, existem riscos. A água atrai a maioria das crianças e a partir dos dois anos, elas não têm muito a percepção do perigo e por isso é muito fácil que aconteça acidentes na piscina

Segundo o Comitê de Prevenção de Acidentes e Lesões da Associação Espanhola de Pediatria (AEP), os afogamentos são a segunda maior causa de mortalidade infantil e em 88% os pais e pessoas responsáveis admitem a distração como a causa do acidente. Esses acidentes poderiam ter sido evitados em 80% dos casos devido a que a maioria acontece pela imprudência e descuidos dos pais das crianças. 

Além disso, a maioria acontece em piscinas privadas, muitas das quais não cumprem com os requisitos necessários para garantir a segurança da população infantil, que se refere a uma grade de proteção ao redor do perímetro da piscina, que garantiria que nenhuma criança pudesse ter acesso à água sem o controle de uma pessoa adulta e da presença de um salva-vidas

Apesar de tudo, uma criança pode cair na água sem que ninguém perceba e aos pais resta extremar a vigilância dos menores quando estiverem na piscina

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com