Realidade virtual para afastar o medo das crianças no hospital

Vilma Medina

Vilma Medina

Todos nós tememos esse momento diante de um exame de sangue: a gente vê a agulha se aproximar e antes que ela toque o braço já sentimos dor. E tudo por causa do medo. Imagine como uma criança se sente. 

Para tentar acalmar as crianças e se desvencilhar desse momento de pânico diante de um procedimento ou uma extração de sangue, alguns hospitais apostam na realidade virtual. 

A realidade virtual como escape para crianças hospitalizadas

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No Hospital Nacional de Crianças (Costa Rica) os profissionais estão experimentando esse sistema na Unidade de Queimados Infantil. Enquanto os enfermeiros preparam a criança, ou instantes antes de uma operação, o pequeno pode ‘fugir’ contemplando a profundidade do oceano ou caminhando em meio à tranquilidade da selva. Em todo o caso, sempre se trata de cenários tranquilos que transmitem uma sensação de calma. O objetivo do sistema, evidentemente, é reduzir o medo dos pequenos diante de qualquer procedimento médico

Como funciona? Mediante um aparelho de visão de realidade virtual. O aparelho é colocado na criança quando vão realizar algum procedimento ou tirar-lhe sangue. A criança se entretém e apenas percebe o que acontece na sala médica. Também é muito útil no momento de aplicar a anestesia. Esse pequeno instante de distração serve para que a criança relaxe até que a sedação faça o seu efeito.  

O sistema em si não é novo. Tem um nome: Snoezelen. É um sistema que consiste em aumentar a percepção em relação a alguns estímulos para reduzir a percepção de outros. Ou seja, uma espécie de ‘fuga’ de uma determinada situação. Consegue-se diminuir o estresse e aumentar as emoções ou sensações positivas. 

No momento esse procedimento é utilizado em maiores de 5 anos pelo tamanho do dispositivo. Também em adolescentes. Em muitos hospitais se cogita ampliar a possibilidade de sua utilização. Por exemplo, no caso de crianças internadas na unidade oncológica para promover o bem estar emocional dos pequenos hospitalizados. De fato, em alguns hospitais oncológicos infantis já se utiliza esse sistema. Por exemplo, no St. Jude’s Children’s Research Hospital (Estados Unidos). 

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com

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