Você tem Síndrome de Burnout?

Vilma Medina

Vilma Medina

Qual pai ou mãe já não se sentiu alguma vez esgotado, desesperado, estressado, a ponto de explodir? Criar filhos pode levar à sobrecarga física e emocional de qualquer um, sobretudo daqueles que passam o dia inteiro com eles. Esta sensação já tem nome, se chama Síndrome de Burnout. Inicialmente era aplicada como esgotamento profissional, mas cada vez mais se utiliza para se referir ao estresse das mamães e papais. 

O que é a Síndrome de Burnout ou da mamãe esgotada

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Parece que o dia não tem fim e qualquer mãe e pai sabe que a multitarefa faz parte da rotina diária desde a primeira hora da manhã. Parece que temos tentáculos como um polvo: com uma mão lavamos, penteamos e vestimos, preparamos o café da manhã e ajudamos a tomá-lo, arrumamos os materiais para a escola e ainda temos que levar os filhos à escola na hora certa. Todos os filhos chegam reluzentes e bem preparados à escola, mas você chega ao trabalho e se dá conta que se esqueceu de se pentear ou vestiu a camisa pelo avesso. 

Como não vamos nos sentir esgotados quando não dispomos de tempo para a gente? Em ocasiões, todas as tarefas relacionadas com as crianças, a casa e o trabalho não nos deixa nem um minuto sequer livres. Nem aquele momento de descanso e de sonho que invade todo ser humano. Não! Quando você já está se imaginando tomando sol na praia, enquanto a brisa do mar te acaricia, escuta-se a voz: ‘mamãe, o Pedrinho me bateu!’. 

A Síndrome de Burnout passa por: isolar-se socialmente do seu meio, ter dificuldade para se concentrar, dormir mal, perder o interesse por coisas que antes te davam prazer, sentir estresse, ansiedade, mudança de apetite, ter um sentimento de impotência... Não acredito que preciso dizer alguma coisa a mais. Quando os pais e mães estão esgotados, o que podemos fazer para solucioná-lo? 

- Delegar: é a palavra chave. Que já somos heróis e heroínas, isso é um fato, mas tão pouco faz falta pedir ajuda. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza e pode desafogar nossas tarefas diárias. Deixar que os avôs e avós e babás se ocupem durante um momento do dia, ou da semana das crianças para poder ter um descanso e tempo para si mesmo, é fundamental. 

- Manter relacionamentos: o isolamento social não é nada positivo. Agora, com a tecnologia não é nada complicado manter uma conversa, ainda que seja virtual com nossos amigos de sempre. Mas, se, além disso, a gente conseguir deixar as crianças com alguém próximo para tomar um café com amigos, isso implica em ‘recarregar as pilhas’. 

- Reserve um tempo para você: ser mãe ou pai não significa deixar de ser uma pessoa. Tente guardar um tempo, por pequeno que seja para esse hobby favorito, seja ler, praticar ioga ou dar um passeio na chuva.

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com

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