A percepção dos sentidos nos bebês

Como se desenvolvem os sentidos nos primeiros anos do bebê

Vilma Medina

Vilma Medina

A percepção é o modo com que o cérebro interpreta a informação que chega através dos sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar). A percepção na fase pré-escolar ainda está em fase de desenvolvimento, e o processo não tem o mesmo desenvolvimento em todas as crianças. Os adultos e as crianças percebem diferentemente o mundo que lhes rodeiam, e os pais muitas vezes não se dão conta de como as crianças percebem.

A percepção dos sentidos nos bebês

Os sentidos do bebê

A percepção é o que uma pessoa entende através dos sentidos. A informação que os sentidos percebem se processa no cérebro, onde se compara com a informação que já temos armazenada. O cérebro pode reagir automaticamente ou formular uma resposta mais meditada. Os recém-nascidos já contam com algumas reações básicas, mas à medida que vão se desenvolvendo vão aperfeiçoando. Algumas etapas de desenvolvimento foram determinadas para facilitar a avaliação da etapa que a criança alcançou quanto à melhoria dos seus sentidos e a interpretação da informação que recebe.

1. A percepção visual

A melhoria da percepção visual tem grande importância no desenvolvimento mental entre os dois e os cinco anos de idade, em que foram estabelecidas algumas habilidades:

- Reconhecimento de padrões: ser capaz de reconhecer que uma forma girou, sendo ainda a mesma. 

- Imagens escondidas: ser capaz de adivinhar um objeto quando se vê apenas uma parte. 

- Memória espacial: ser capaz de recordar a situação de um objeto escondido. 

- Busca de imagem: ser capaz de ignorar detalhes que não são importantes ao buscar um objeto em particular.

Uma criança pode ter problemas com uma ou várias dessas habilidades, mas uma criança em idade pré-escolar desenvolve todas essas habilidades até que as fazem automaticamente e não pensa nelas de maneira consciente.

2. A percepção acústica

Os adultos não dão conta de que a audição nas crianças é mais sensível tanto em frequência como em volume. A frequência se mede em Hertz (Hz), e as crianças em idade pré-escolar podem detectar sons de até 20.000 Hz ou mais. A partir dos oito anos de idade, mudam de categoria e se perdem as frequências mais elevadas. Um adulto detecta sons entre os 15.000 ou 16.000 Hz. 

O volume ideal para uma criança pequena se encontra ao redor dos 20 decibéis, com um máximo de 35 decibéis para uma criança com capacidade auditiva normal. Existem testes que demonstram que o nível de decibéis num grupo de brincadeiras ruidosas em um lugar com eco pode alcançar de 55 a 75 decibéis, alto demais para uma criança pequena.

3. A percepção de cheiros

Assim como acontece com os outros sentidos, os adultos se equivocam com respeito à maneira com que as crianças percebem os odores. Existem testes que demonstram que as crianças de dois, três e quatro anos não gostam do cheiro das fezes e do suor. Essa sensação muda radicalmente aos cinco anos. 

Também já foi comprovado que os bebês não gostam de cheiro de flores ou de gasolina. Pelo contrário, as crianças detectam os cheiros de frutas melhor que os adultos. 

4. A percepção do sabor 

As crianças têm mais papilas gustativas que os adultos e são mais sensíveis aos sabores dos distintos alimentos. Uma das principais diferenças é a maior preferência por sabores doces e desagrado por outros sabores. Um bebê gosta somente dos sabores doces e um adulto gosta de uma ampla gama de sabores. É importante que as crianças provem todo tipo de sabores.

María Algueró
Especialista infantil
Blog  Atencionycuidadosdelbebe.com

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