Conselhos para educar uma criança como líder

Como conseguir que a criança não se deixe levar pelas outras

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Dizem que o amor incondicional atrapalha para que uma criança se torne líder, mas eu digo que a base fundamental é o amor incondicional dos pais, mas sem superproteção. São duas coisas diferentes e as pessoas costumam confundir isso. 

Superproteger uma criança ou dar tudo o que ela quer não é uma boa base educativa, mas nem para um líder nem para qualquer criança do mundo, só sairiam tiranos desse tipo de educação permissiva (da mesma forma que uma educação demasiadamente restritiva). Toda educação tem que ser equilibrada para que a base do desenvolvimento social e emocional do pequeno seja acertada. 

Quatro conselhos para educar uma criança como líder

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As crianças já nascem com algumas habilidades sociais que podem se perder ou serem potencializadas dependendo do tipo de estimulação e educação que se receba em casa. Sendo assim, como eu deveria ensinar uma criança para que tivesse potencial de líder e que não se tornasse em uma simples seguidora, sem personalidade nem critério próprio

1. A primeira coisa a levar em conta para que uma criança se torne em líder é que veja que suas decisões são levadas em conta em casa. Com coisas tão simples como decidir o que vestir pela manhã, escolher o restaurante para comer no dia do seu aniversário, fazê-la participante de algumas decisões da casa, pedir-lhes opiniões. Tudo isso conta para que sintam que são levadas a sério.

2. As crianças podem sim, opinar e decidir ainda que sejam muito pequenas. São muito mais inteligentes e podem ter uma grande capacidade de critério, algo que, algumas vezes, os adultos se esquecem. Mas, é adequado guiá-las nessas decisões na forma de recomendação (orientação) para que entendam qual seria a melhor decisão, mas que sejam elas que tomem a decisão final, porque se aprende com os erros. 

Mas, isso não significa em dar à criança o poder da decisão absoluta, mas que levamos a sério suas opiniões e gostos. Não é necessário que obriguemos a criança a fazer algo que não queira, como matriculá-la no futebol, quando na verdade ela gostaria de tocar piano. Isso só faria a criança ter rejeição pelo futebol. Nesse tipo de escolha é melhor que ela decida porque desfrutará muito mais. 

3. Dê-lhe opções adequadas para que tomem a decisão mais acertada. Não consiste em deixá-las fazer (ou não) o que quiserem e desejarem em toda situação, mas sim dar-lhes as opções de escolha e que sejam elas que escolham aquilo que as façam sentir-se melhores.

4. As recompensas acertadas também podem ser um bom incentivo. Mas, muita atenção. Quando falo de recompensa, eu me refiro a que se uma criança quer comprar um vídeo game ela terá que economizar para comprá-lo e assim sentir a satisfação de conseguir o que se propôs, por exemplo. 

As recompensas não têm que ser materiais. Um abraço, ou assistirem um filme juntos (que ela escolha), um elogio, uma comida que ela adora. Mas lembrem-se, as obrigações com o cuidado da casa, são obrigações, e não tem porque serem recompensadas. 

María José Roldán

Mestre em Educação Especial (Pedagogia Terapêutica)

Psicopedagoga