Como ajudar crianças desconfiadas

Conselhos para ajudar crianças que custam desenvolver confiança

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Todos em algum momento de nossas vidas temos sentido desconfiança em relação a alguém ou a algo, e é um mecanismo de defesa que temos, e que às vezes simplesmente aparece. A desconfiança é um claro sinal de medo e surge quando pensamos que estamos indefesos, ou seja, quando nos sentimos inseguros

As crianças desconfiadas

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Quando uma criança é desconfiada não é algo que seja totalmente negativo. É uma forma que tem de se proteger e impor limites aos demais para que não lhe façam mal. Mas, quando a desconfiança é extrema, então podem surgir problemas emocionais que devem ser trabalhados, e nas crianças, serão os pais os encarregados em ajudar-lhes a ter mais confiança, mas sem eliminar totalmente os limites para se proteger diante de qualquer aspecto que lhes possam gerar insegurança

Quando uma criança aprende a confiar nos outros e a por limites, ela estará aprendendo a ter confiança em si mesma e a ter mais autoestima, algo que lhe fará se sentir muito melhor com o mundo que a rodeia. Mas, como ajudar uma criança desconfiada? 

5 conselhos para ajudar uma criança desconfiada

1. Confiança. O lugar onde a criança deve sentir confiança e segurança é sempre no seio familiar. No lar, a criança deve sentir que pode confiar em cada um dos membros da sua família e o mais importante: que podem confiar nela também. 

2. Aceitação. As crianças desconfiadas, quando se sentem inseguras sentem que a percepção que têm em relação a ela não é boa, por isso elas devem ser aceitas pelos outros (sobretudo pelos seus pais) para poder acreditar em si mesmas e depois nos demais. 

3. Afeto. O afeto é uma necessidade que todas as pessoas necessitam para poder confiança e segurança em si mesmos. Quando os outros nos aceitam e nos mostram seu afeto a gente se sente importante e seremos capazes de conseguir qualquer coisa confiando naquelas pessoas que merecem. 

4. Equilíbrio. É necessário que as crianças aprendam a encontrar o equilíbrio entre a desconfiança e a confiança. Não é uma boa idéia desconfiar de todo mundo, mas é bom dar oportunidades às pessoas. É necessário não confiar em pessoa que não conhecemos, mas tão pouco desconfiar de tal maneira que impeça conhecer novas pessoas. 

5. Experiências. Há que ajudar as crianças a não terem medo das experiências e a poder desfrutar do que faz no dia a dia. Para isso elas deverão saber que nem tudo é perfeito e que existem erros cometidos em algumas ocasiões, mas que devem servir para o aprendizado e para sermos melhores pessoas. 

María José Roldán

Psicopedagoga

Mestre em Educação Especial (Pedagogia Terapêutica)