Como educar crianças gêmeas

O cuidado, a atenção e a educação em dobro dos filhos gêmeos

Quando se espera um bebê, é um momento feliz, radiante e a mamãe está ansiosa pela notícia se é menino ou menina chegue logo, ou de ver a sua carinha. Sem dúvida nenhuma, é uma fase muito bonita e temos que desfrutar. Agora quando dizem: “são gêmeos”, a primeira reação deve ser de “Ohhhhhh!” O trabalho será muito mais duro, mas também terá o dobro de felicidade, você estará duplamente radiante, e o dobro de ansiosa para que chegue logo o momento deles nascerem.

Como cuidar e atender os bebês gêmeos

A melhor forma de educar os filhos gêmeos

O cuidado com bebês gêmeos não é tão diferente de um filho único, mas multiplicado por dois. Em questão de educação e atenção, devem-se seguir as mesmas normas para um único bebê, mas com muito mais organização e ordem.

Para escrever este post, Marta Veguillas Ocaña, pedadoga, ficou em dúvida em ir à teoria pura e dura de coisas que se deve fazer ou não, ou de se fiar nas experiências muito próximas a ela, já que hoje trabalha com dois pares de gêmeas de 6 meses e 5 anos, respectivamente. Desse ponto de vista e de seus pais, é como quis enfocar esse tema, de como educar esses pequenos.

Um aspecto a levar em conta com os bebês gêmeos, é que desenvolvem uma capacidade de empatia e solidariedade que outros bebês não têm. Estudos demonstram que os gêmeos, aos dois anos, tem um grau de empatia surpreendente, se comparados com outras crianças.

Nesse estudo se pôde perceber a reação dos gêmeos, quando uma mãe levou um deles a uma sala à parte, enquanto o outro ficou sozinho por um momento. Quando voltou a estar com a mamãe, esse chorava e estava intranquilo, porque não fez bem a ele. O curioso é que o outro, que ficou o tempo todo com a mamãe, também se mostrou intranquilo por ver seu irmãozinho tão afetado.

É muito frequente que os pais tentem tratá-los como um único filho, ou seja, projetam neles dois, o que projetariam em somente um, e isso prejudica a individualidade de cada um deles. Isso, às vezes, pode chegar ao ponto de que muitos pequenos falem sempre em plural, ou se inventam um nome e respondem por eles dois. Daí se aconselha, que quando for escolher os nomes dos bebês, que não sejam parecidos, para que cada um se sinta único.

No caso dos papais, com quem Marta trabalha isso foi genial, porque cada menino ou menina tem seu nome, diferente do outro, e cada um com sua história pertinente e que cuidadosamente contaram aos pequenos. Assim, quando perguntam seu nome, contam e explicam o porquê.

Uma característica de irmãos gêmeos é que um deles é muito mais retraído que o outro, já que um tem personalidade dominante. No caso dos bebês não se percebe muito, mas nas meninas, se vê perfeitamente quem é a mais dominante.

Não os compare, muito menos na frente deles, isso é algo que ninguém deveria fazer com nenhum irmão, primo ou vizinho, muito menos quando se trata de meninos ou meninas gêmeas. Isso é algo que ocorre com frequência, para tentar motivar as crianças a serem como seu irmãozinho ou irmãzinha, como objetos de comparação, o que não funciona na maior parte das vezes.

Ao invés dessa comparação, destaque as qualidades de cada um. Tem crianças que se destacam em algo e outras em outra.

Dedicar tempo para brincar ou falar separadamente com cada um deles, é muito importante, pois necessitam saber que são importantes por si mesmos. Esse é um conselho genial para qualquer família com dois irmãos de diferentes idades, mas no caso de gêmeos, é ainda mais importante. Eles precisam saber que são únicos e necessitam ser escutados e atendidos com exclusividade. Além disso, é um exercício magnífico em família.

Em geral, não se devem fazer muitas coisas diferentes às que se fazem quando se tem um filho único, mas sim que, ao ter dois, e o seu tempo é o mesmo, tratar de levar em conta aspectos que possam ajudar a educá-los em harmonia.

Marta Veguillas Ocaña
Pedagoga especialista em Atenção Precoce e Educadora em massagem infantil

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