Os probióticos na gravidez

Por que se recomenda tomar probióticos para gestantes

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O termo probiótico engloba aquelas bactérias que, segundo os estudos realizados proporcionam benefícios para a saúde das pessoas. Ainda que muitos estudos não encontrem vantagens, o certo é que a introdução de bactérias benéficas no organismo é sempre algo favorável, dado o papel protetor que podem exercer. 

A gravidez é o período em que começa a se estabelecer a flora bacteriana no trato gastrointestinal do bebê que está se formando. É bom, portanto, tomar esse alimento durante a gravidez? 

Por que tomar probióticos durante a gravidez

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1. Existem bactérias no líquido amniótico. Ainda que durante décadas se tenha pensado que o trato gastrointestinal do feto fosse estéril, pesquisas relativamente recentes mostraram a presença de bactérias no líquido amniótico que rodeia o feto, assim como o mecônio, as primeiras fezes do bebê recém-nascido. O líquido amniótico é ingerido pelo bebê e filtrado pelos seus rins atravessando todo o seu sistema digestivo até ser de novo excretado ao esvaziar a bexiga. Dessa maneira, as bactérias presentes nele são as primeiras populações do seu intestino. A origem dessas bactérias é, obviamente, o intestino materno que chegam atravessando a barreira placentária. 

2. Protege contra infecções. Por outro lado, a presença de microorganismos benéficos no trato gastrointestinal humano está diretamente relacionada com uma proteção contra infecções e, além disso, essas bactérias mantêm uma estreita comunicação com o sistema imunológico. Este fato faz com que sua presença no trato gastrointestinal do bebê seja altamente desejável, já que os cientistas postulam que essas bactérias poderiam implicar no primeiro estímulo para o desenvolvimento do sistema imunológico do bebê protegendo inclusive contra as alergias, asma e outras doenças, sobretudo em bebês prematuros. 

3. Freia náuseas e vômitos na gravidez. O primeiro trimestre de gravidez pode se associar com náuseas e vômitos. Produtos lácteos fermentados ou com probióticos se relacionaram com a prevenção desses vômitos, sendo alimentos fáceis de digerir e com elevada densidade de nutrientes, algo que pode ajudar a manter um correto aporte nutricional na dieta materna. 

4. Previne diarréias e prisão de ventre. Um dos mais conhecidos benefícios dos probióticos se relaciona com a saúde gastrointestinal ajudando tanto a prevenir a diarréia como a combater a prisão de ventre. Durante o terceiro trimestre de gravidez, as probabilidades de sofrer prisão de ventre são elevadas, por isso o consumo nos últimos meses de gravidez é tão benéfico. 

5. Passam aos recém-nascidos através do aleitamento. Na etapa do aleitamento, essas bactérias benéficas são capazes de chegar ao leite materno para continuar colonizando o intestino do recém-nascido. Além disso, a presença dessas bactérias se soma à presença no leite materno de substâncias conhecidas como probióticos. Os probióticos servem de apoio às bactérias probióticas na hora de se estabelecer e se multiplicar no intestino. 

É evidente que quanto mais saudável seja a dieta da mãe, mais saudável ela estará e mais sadia será a microflora materna, mas saudável será a microflora do bebê, por isso que o consumo na dieta de alimentos fermentados e de probióticos é recomendável tanto durante a gravidez como durante o aleitamento. 

Carlota Reviriego

Nutricionista