O torcicolo em recém-nascidos

Como detectar se o bebê tem torcicolo

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O torcicolo pode aparecer tanto em adultos como em crianças. Especificamente, no lactente existem vários tipos de torcicolo, mas o tipo mais comum é o torcicolo muscular congênito. 

Os bebês que nascem com torcicolo dormem sempre do mesmo lado no berço, não giram a cabeça mesmo quando os pais tentam motivá-lo a fazê-lo com ruídos ou luzes para chamar sua atenção. Detectar a tempo esses sintomas é importante, já que do contrário, o torcicolo pode gerar problemas maiores como a plagiocefalia.

O torcicolo congênito no recém-nascido

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Esse tipo de torcicolo, o torcicolo congênito, se apresenta no recém-nascido ou se manifesta durante os dois primeiros meses de vida. Caracteriza-se por um encurtamento do músculo esternocleidomastóideo, resultando em inclinação da cabeça em direção ao lado afetado, associada com a rotação do queixo para o lado oposto. Às vezes, se vê uma protuberância visível do músculo e outras vezes um espessamento global do mesmo. 

A origem ou causa não está clara. Poderia ser devido a uma má posição uterina ou a um hematoma muscular por traumatismo durante o parto, entre outras causas. 

Como detectar se o bebê tem torcicolo

Na maioria dos casos, são os pais os que detectam que o bebê apresenta alguns desses sintomas: 

- Mantém a cabeça para o lado permanentemente ou não pode girá-la para o outro lado. 

- Dorme sempre do mesmo lado e se queixa se tentamos mudar-lhe para o lado oposto

- Existe a presença de uma protuberância no músculo do pescoço (pode ser detectado mediante apalpação ou inclusive visualmente). 

Diante de qualquer desses sintomas, os pais devem procurar imediatamente ao pediatra, já que é muito importante o diagnóstico precoce e descartar outras causas de torcicolo mais graves. 

Tratamento do torcicolo em bebês 

Uma vez diagnosticado corretamente a criança deverá ser manipulada por um fisioterapeuta, e a evolução pode ser muito positiva. É importante que se comece o tratamento de reabilitação de maneira precoce, o que melhorará os resultados e evitará possíveis complicações derivadas da patologia (plagiocefalia, atraso de amadurecimento psicomotor, escoliose do lactente...). 

O envolvimento dos pais no tratamento é fundamental; é determinante que participem no tratamento sob as diretrizes dos especialistas, que lhe assessorarão e instruirão na realização de exercícios e na manipulação do bebê durante as atividades da vida diária. 

Paula de la Fuente Sánz

Fisioterapeuta