Quando dar a luz pode se converter num pesadelo

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Para a maioria das mulheres que já tenham tido a experiência e o prazer de dar a luz, o momento do parto, além dos incômodos próprios da circunstância tenha sido único e pleno e inesquecível. Infelizmente, existem casos em que isso não acontece e que por circunstâncias inesperadas, o bebê acaba chegando ao mundo em meio a um verdadeiro turbilhão.

Quando o parto se complica

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Um exemplo disso é o que ocorreu a alguns anos num hospital na Sicília, Itália. Uma mãe estava a ponto de dar a luz quando os ginecologistas que a assistiam começaram a discutir se o parto deveria ser natural ou cesárea. O incidente atrasou mais de uma hora o nascimento do bebê que acabou sofrendo paradas cardíacas. Tiveram que retirar o útero da mãe de 30 anos e ela não mais poderia ter filhos.

Esse acontecimento causou muita comoção na família e no mundo e não é para menos. Além de incidentes como este também existe situações que desestabilizam o momento do parto. Dar a luz não está isento de riscos. É possível acontecer problemas pontuais, já conhecidos ou imprevisíveis. Também complicações que se não forem atendidas no seu devido tempo podem se converter em um grande desgosto: 

- Quando as contrações durante a dilatação não são efetivas o útero perde capacidade e isso faz com que o parto seja lento e não avance como é devido. Em casos assim o parto pode durar mais de 14 horas para mães de primeira viagem e mais de nove para as demais. 

- Quando por ruptura precoce de membranas, anomalias uterinas, doença da mãe, má nutrição, infecções ou outras causas desconhecidas, o parto seja prematuro (antes das 37 semanas de gestação). 

- Quando existe uma queda ou interrupção do fluxo de oxigênio do bebê por complicações no parto do tipo prolapso do cordão (bebê envolvido pelo cordão, problemas na placenta, presença de mecônio no líquido amniótico, etc.), que provoca o sofrimento fetal.

- Quando a posição do feto ou a longitude ou as voltas do cordão umbilical podem implicar (não em todos os casos) em uma dificuldade para o processo natural do parto. Em todo o caso, o melhor é manter a calma, não apenas da futura mamãe como também do pessoal médico, é claro. 

Vilma Medina

Diretora de GuiaInfantil.com