As mamães com Zika vírus podem amamentar os seus bebês

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A Organização Mundial da Saúde publicou um informe em que descarta que o Zika vírus possa passar da mãe ao bebê através do aleitamento materno e insiste nos benefícios de amamentar aos bebês desde a sua primeira hora de vida e até os seis meses de forma exclusiva

O benefício do leite materno para o recém-nascido é maior do que o risco diante da exposição ao vírus. 

A OMS descarta o contágio do Zika pelo aleitamento materno

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Diante do alarme social provocado pelo Zika vírus e as complicações detectadas nos bebês nascidos de mães portadoras da doença, a OMS tem lançado um informativo para evitar que as mamães que vivem em países infectados deixem de amamentar seus bebês pelo medo de transmitir-lhes o vírus. 

Até o momento não foi detectado nenhum caso de transmissão do Zika vírus pelo fato de dar o peito ao bebê, inclusive em mães portadoras do vírus, ainda que tenha sido detectada a presença do vírus no leite de duas mães infectadas. A recomendação de amamentar o bebê é também válida para as mães que tenham tido bebês com anomalias congênitas, incluindo a microcefalia.  

Não se têm dados de bebês portadores do vírus que tenham sofrido danos neurológicos ou doenças graves após o nascimento. E mais ainda, as agências de saúde e os pediatras lembram os benefícios que o leite materno contribui ao bebê e a mãe são maiores que o risco diante de um possível que pudesse acontecer através do leite materno

A OMS também faz referência em seu informe sobre a microcefalia, um transtorno neurológico em que centenas de bebês nascidos de mães infectadas pelo Zika vírus e também à Síndrome de Guillain-Barré, outra complicação associada ao vírus. Já que são dois graves efeitos que o Zika produz, as agências de saúde recomendam medir com regularidade o perímetro craniano do bebê durante as cinco primeiras semanas de vida. 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com