Abrace e beije o seu bebê. É mais que saudável

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Quando carrego meu bebê nos braços para niná-lo, cantar para ele, alimentá-lo e olhar para ele com ternura ou beijá-lo eu me sinto tão bem... Por isso não é de se estranhar que de todas essas demonstrações de amor e afeto saia algo de positivo e benéfico também para ele. Os psicólogos têm denominado estes comportamentos, que saem naturalmente do coração dos pais, como comportamentos nutricionais que estão associados a experiências de vinculação

O carinho com o bebê é positivo para o seu desenvolvimento afetivo

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Os cientistas consideram que o fator mais importante na criação da afeição é o contato físico positivo, ou seja, abraçar, beijar, ninar, fazer mimos são atividades que trazem respostas neuroquímicas específicas no cérebro, que levam à organização normal dos sistemas cerebrais, responsáveis pela afeição. 

Durante os três primeiros anos de vida, o cérebro desenvolve 90% do seu tamanho adulto e coloca no seu lugar a maior parte dos sistemas e estruturas que serão responsáveis por todo o funcionamento emocional, comportamental, social e fisiológico para o resto da vida. De maneira que as experiências de vinculação desenvolvem a afeição e capacidades de apego saudáveis quando acontecem nos primeiros anos de vida do bebê. 

Na atualidade está dando maior importância na relação do vínculo de afeição da criança com o pai, uma figura importante para o normal desenvolvimento evolutivo de qualquer pessoa. No entanto, a relação mais importante na vida de uma criança é a afeição à sua mãe porque esta primeira relação determina o ‘padrão’ biológico e emocional para todas as suas relações futuras. Uma afeição saudável da mãe, construindo a base de experiência de vínculo repetitivo durante a infância promove uma base sólida para futuras relações saudáveis. 

Algumas pessoas têm uma facilidade incrível para fazer amigos, enquanto que outras custam mais, inclusive manter relações com o tempo. No plano emocional, as relações humanas mais intensas, as que produzem mais prazer e às vezes maior dor também são as que formamos com a família, os amigos e as pessoas amadas. 

Dentro desse círculo interno de relações íntimas, a gente fica unidos ou aderidos uns aos outros com uma espécie de ‘cola emocional’ que nos une pelo amor. Parece incrível que seja as mães que podem adubar o terreno do desenvolvimento emocional dos nossos filhos com algo tão natural como o amor incondicional que cresce em relação aos nossos filhos desde o dia em que nascem e inclusive antes.  

Marisol Nuevo