O vínculo afetivo do bebê, mais do que um Direito

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O afeto, o carinho e a segurança moral e material são fundamentais para o desenvolvimento emocional, social e intelectual das crianças. Desde o seu nascimento, o vínculo afetivo que os pais estabelecem com o seu bebê é tão importante que está contemplado como um direito fundamental na Declaração dos Direitos da Criança, que todo 20 de novembro celebra o seu aniversário. 

O artigo 6 da dita declaração sustenta que a criança, para que o pleno desenvolvimento da sua personalidade necessita de amor e compreensão. Sempre que seja possível deverá crescer o amparo e, sob a responsabilidade dos seus pais a criança se desenvolva num ambiente de afeto e de segurança moral e material; salvo circunstâncias excepcionais a mãe não deve se separar da criança de pouca idade. A sociedade e as autoridades públicas terão a obrigação de cuidar especialmente das crianças sem família ou que necessitem de meios adequados de subsistência. 

As consequências da falta de afeto no bebê

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A falta de afeto e carinho pode atrasar o desenvolvimento normal das crianças. Em relação a este tema, eu me lembro do impacto que me produziu a leitura de um estudo, um trabalho que tinha sido realizado com os bebês que tinham ficado sem pais após a Segunda Guerra Mundial. Em todos os bebês órfãos que foram acolhidos pelos serviços dos diferentes Estados se detectou o mesmo problema, um atraso no desenvolvimento psicomotor que afetava principalmente a fala

Ainda que todos estes bebês tivessem supridas todas suas necessidades básicas de alimento e abrigo elas necessitavam de uma pessoa que estabelecesse com elas uma relação especial de carinho, afeto e comunicação, já que as enfermeiras e pessoas responsáveis pelos cuidados desses bebês tinham tempo para atender a todos eles e menos tempo para dedicar a cada um deles, como o faria uma mãe. 

O atraso na linguagem foi o sinal mais evidente dessa falta de apego, carinho e vínculo afetivo. Não existe nada melhor para crescer com segurança do que o carinho materno e paterno. Nada é comparável a essa maneira de amar, que todos têm tão presente na vida. 

Por isso, é um direito fundamental da criança, que sempre que for possível devem-se proteger estes pequenos para que cresçam no amparo e sob a responsabilidade dos seus pais. A falta de carinho e de afeto também produz um grau importante de estresse e ansiedade nas crianças e dificulta o seu aprendizado

Marisol Nuevo