Menos televisão para as crianças

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Na sua casa, a televisão está ligada e presente a qualquer hora? Não perca os detalhes das consequências que pode ter o excesso de horas de televisão no desenvolvimento e na educação das crianças.

Um estudo revela que quando o televisor está ligado, o pai ou a mãe fala menos com os filhos. A evidência científica demonstra que quanto menos tempo de conversa a criança tem em família e com os amiguinhos, mais pobre é o desenvolvimento da sua linguagem.

A linguagem do seu bebê e a comunicação com seus pais

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A aquisição da linguagem dos bebês acontece durante os seus dois primeiros anos de vida e os seus frutos começam a ser colhidos por volta dos três anos, que é quando a criança começa a formar as palavras com verbos usando dessa maneira suas primeiras frases para pedir ou expressar o que quer. Neste processo de aprendizagem é fundamental a conversa, que é um exercício essencial para que a criança comece a se expressar corretamente e onde os pais têm um importantíssimo papel, que a televisão não pode substituir.

Em toda comunicação tem que ter um emissor e um receptor que emita uma resposta. No caso da televisão para os menores de dois anos, a Associação Americana de Pediatria (AAPP) alerta que os meios de comunicação têm efeitos negativos e não se conhece efeitos positivos para as crianças menores de dois anos. Por este motivo, recomendam que os pediatras devam falar com os pais sobre como evitar os vídeos para bebês e limitar o tempo diante da telinha a não mais de duas horas por dia para menores de dois anos. 

A falta de tempo é a principal razão porque os pais optam em colocar o seu filho diante da televisão. No entanto, apesar das obrigações rotineiras de cada dia a gente deve se dar conta do importante que é passar tempo de qualidade com os nossos filhos. O tempo passa voando e tudo o que façamos dia a dia por eles conta e muito.

Para prevenir as dificuldades do aprendizado da linguagem é necessário que o bebê sinta a necessidade de se comunicar com as pessoas que a rodeiam desde o primeiro momento. Para isso, você pode utilizar recursos como: fazer biquinhos (de frente, para a direita e para a esquerda), mandar beijos ou brincar com expressões faciais (riso, susto, choro, surpresa...).

Também é recomendável usar palavras curtas para se dirigir à criança como ‘vem’ ou ‘pega’ o que ajudará o seu bebê a ir aumentando o número de palavras do seu vocabulário. Outro meio recomendável é usar frases simples e curtas para facilitar o seu entendimento e que estejam associadas a ações como, por exemplo, ‘mamãe está dando banho no bebê’ ou ‘bebê está tomando leite’. Falar-lhe o maior tempo possível aproveitando qualquer circunstância cotidiana como as visitas ao parque, ao zoológico, ao supermercado, à piscina... E utilizar perguntas que não apenas gerem respostas afirmativas ou negativas (sim ou não), mas que favoreçam a escolha e denominação das coisas é fundamental para estabelecer a comunicação com o seu bebê e que adquira corretamente o controle da linguagem. 

Neste aprendizado é fundamental respeitar os seus tempos e dar-lhe a oportunidade de falar conversando com ele, respeitando o seu ritmo, seu esforço, e animando-lhe com prêmios e elogios. Anime-o a pedir verbalmente o que deseja. Assim, o seu bebê se esforçará para te dizer as coisas que precisa comunicar. Evite assumir que você está entendendo a linguagem gestual do seu filho. Desse modo você conseguirá estimular a linguagem do seu bebê. 

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com