Quem impõe limites às crianças em casa?

Vilma Medina

Vilma Medina

Eu reconheço: sou mole. Quando vejo aqueles olhinhos tristonhos e esse biquinho tão bem ensaiado eu não resisto. E sim, falta-me autoridade. Quando tento impor uma ordem não me sai com autoridade. Por isso, procuro respeitar as normas que nesse caso o pai sabe se impor com firmeza. Menos mal! Do contrário teríamos um problema, porque o que tenho claro é que as crianças necessitam de limites que indiquem o caminho a seguir, a direção, embora de vez em quando necessitamos de pequenos atalhos. Mas, sempre sem sair do trajeto.   

Por que devem existir normas e também flexibilidade com as crianças

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Em casa, as normas quem quase sempre estabelece é o pai. Eu também imponho alguma, claro, mas, sou muito mais permissiva. Acontece em muitos lares: um dos progenitores é o que tem mais capacidade para impor uma disciplina. O outro tenta respeitar essas normas, mas se mostra um pouco mais flexível. Isso me parece bem. Se os dois fossem ‘policiais’, as crianças viveriam atemorizadas. Se os dois fossem anárquicos, o caos estaria assegurado. 

Eu não imagino uma infância onde nunca se pudessem pular as normas. Se nunca pudesse comer doces, fora do horário, pular no sofá, fazer uma guerra de travesseiros entre risadas ou se sujar de chocolate... Que espaço sobraria para a diversão, a criatividade e a fantasia? 

Mas, sei que esses momentos de ‘liberdade’ devem ser somente no horário de lazer e nunca esquecer as normas básicas. Da harmonia de ambas as partes depende tudo em grande medida. A virtude está no equilíbrio. Nem muito rígido nem muito permissivo. Nem muito autoritário, nem mole demais. 

Às vezes é a mãe quem impõe as normas e o pai quem é mais permissivo e se mostra mais mole com seus filhos. E em algumas famílias, os pais tentam impor as normas juntos e também manter momentos de diversão e brincadeiras. Cada família é um mundo e existem milhões de mundos. Mas, em todo o caso, para nos assegurarmos do equilíbrio, acredito que na educação dos filhos nunca pode faltar esses dois ingredientes básicos: carinho e limites. Não estão em lados opostos, mas um complementa o outro. 

Não se trata de estabelecer o papel de super-bom ou super-mau. Ambos devem recordar e respeitar as normas mais elementares e nunca contradizer um ao outro (por exemplo, na aplicação de um castigo). Tão pouco acredito que seja justo utilizar essa frase tão típica ‘assim como o seu pai te disse é como você vai respeitar’... Existem normas que devem ser acordadas entre pais e filhos, mas outras que devem ser impostas, como horários para os deveres, horários para estudar, o respeito aos pais, os valores básicos ensinados em casa, etc. E na sua casa, quem impõe os limites

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com

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