As filhas de mães rígidas terão mais êxito

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Existem mães de todos os tipos: mães protetoras, mães brigonas, mães mais permissivas e outras mais ‘sargento’. E, evidentemente, todas as crianças escolheriam as mães mais permissivas e boazinhas, que nunca repreende e sempre perdoa. Mas, talvez não seja a melhor mãe, pelo menos quando se pensa no futuro do seu filho. 

Um estudo acaba de demonstrar que as mães mais exigentes e duras formam filhos com mais êxito. A gente te explica por que. 

Mães exigentes, filhas com mais êxito

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Todas as crianças temem as mães que repreendem constantemente, que exigem muito e que inclusive, não pensam duas vezes na hora de castigar e de fazer cumprir o castigo ao pé da letra. No entanto, eles ainda não sabem que graças a essas mães, quando cresçam, terão muito mais facilidade em conseguir o êxito em qualquer desafio apresentado. 

Isso foi demonstrado num estudo feito por psicólogos da Universidade de Essex, na Inglaterra. Foi analisada a evolução de mais de 15.000 meninas entre 13 e 14 anos durante seis anos. Ou seja, até que cumpriram 20 anos. E sim, todas as meninas.  

O estudo descobriu que a maioria das meninas que tinha tido uma mãe rígida havia conseguido entrar nas melhores universidades e conseguiram um posto de trabalho antes inclusive de terminar os estudos. Um trabalho com um bom salário. Além disso, dentre todas as meninas analisadas, as que tinham tido mães rígidas apresentaram menos possibilidades de engravidar durante a adolescência, já que se concentraram mais nos estudos.  

3 razões por que os pais devem impor limites aos filhos 

Tudo bem dar liberdade aos filhos, mas até certo ponto. Os limites são necessários quando se está aprendendo. É como se de repente você quisesse ser confeiteiro e ninguém tenha te falado como fazê-lo, nem por que você não deve se passar com as quantidades, ou por que você não deve fazer coisas que adoraria fazer, mas que teria consequências terríveis. Os limites, portanto, são necessários. As razões? 

1. As crianças têm direitos, mas também obrigações. Respeitar as normas lhes ajuda a entender isso, além de exercitar o valor do respeito em relação aos pais. 

2. Ajuda aos filhos a serem mais disciplinados. O livre arbítrio traz sem dúvida o caos. Para se organizar uma criança necessita que alguém a guie, que lhe mostre um caminho e os limites. 

3. Ajuda-lhes a mudar um comportamento que não lhes beneficia. Ninguém nasce sabendo o que está bem ou o que está mal. São os pais quem tem a responsabilidade de indicar à criança o que é permitido e o que não é. Os limites marcam essa fina barreira que não devem ultrapassar. E, ainda que isso lhes custe entendê-lo, com o tempo entenderão que no final das contas, os limites não são feitos para chateá-los e tornar o seu caminho mais complicado, mas para evitar problemas.

Os limites devem ser equilibrados e justos. Tudo, em excesso é ruim. Tão pouco, limites demasiados beneficiam a uma criança. Conseguir o equilíbrio está a virtude.