As crianças também sofrem de estresse

Assim como os adultos, as crianças também sofrem de estresse. As causas podem ser diferentes

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Quando se fala de estresse infantil, surgem um monte de perguntas, questões, dúvidas e inquietações. Como saber se o meu filho está estressado? Como evitá-lo e preveni-lo? Que tipos de estresse podem atingir as crianças?

O estresse afeta cada vez mais crianças e elas devem ser tratadas o quanto antes para evitar que se converta numa doença mais tarde. Os sinais de que as crianças estão sob estresse são as mesmas dos adultos, com a diferença de que os adultos a identificam, mas as crianças não. 

Como detectar o estresse nas crianças 

Como tratar a uma criança com estresse?

As crianças sofrem com dores no estômago e de cabeça, uma vez ou outra. Algumas se mostram mais irritadas, chateadas ou explosivas, já outras se retraem e se mostram distraídas e deprimidas. Apresentam problemas e transtornos na alimentação e no sono, e adoecem com frequência. O estresse pode chegar às crianças por caminhos diferentes e por causas semelhantes ao estresse em adultos. Só se diferenciam na intensidade.

O mundo e tudo o que acontece nele, por exemplo, representa mais ameaças às crianças do que com os adultos. A pressa, a agitação e o engarrafamento, as pressões, o excesso de atividades escolares e extraescolares, as notícias nem sempre agradáveis, assustam as crianças. Tudo muda muito rápido e com maior frequência para elas.

Os desastres naturais, o divórcio dos pais, o nascimento de um irmãozinho, a mudança de casa, doença na família, instabilidade familiar, a solidão, os medos, a morte, assim como a grande pressão dos pais e da escola por boas notas, a pressa e exigências, as alterações físicas e o sarro de algum companheiro, são algumas das situações que podem gerar estresse nas crianças. 

O estresse é inevitável quando as crianças vivem situações como essas e se encontram com uma baixa autoestima. Por essa razão é muito importante que a gente trate os nossos filhos com muito carinho, companhia e amizade.

Temos que oferecê-los um clima de segurança e de confiança. Como? Falando com eles sobre o que é bom e o que é ruim, dando-lhes informações apropriadas à sua idade, sobre suas emoções, o ambiente e as relações sociais. A demonstração de interesse sobre os seus pensamentos, sentimentos e reações também os ajudarão a se sentirem acolhidos. 

Além disso, também se deve estimulá-los a comerem saudavelmente, e que façam exercício físico ou algum esporte com regularidade. E que descansem, relaxem, sobretudo. Não é aconselhável ignorar seus sentimentos e habilidades. Devemos estimulá-los a enfrentar situações que eles sejam capazes, mas que evitam. Temos que tratá-los como seres preciosos e valiosos que são.