7 formas de acabar com os palavrões das crianças

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Um dia, sem saber muito bem por que, você escuta ao seu filho dizer um desses palavrões que ele nunca ouviu vir de você. Mas, como é possível? Muito fácil: a escola, a televisão, os videogames, os amigos. As crianças aprendem rápido as palavras novas. E mais ainda dessas supostamente ‘vetadas’. 

Mas, não entre em pânico. O que fazer nesse momento? Repreendê-lo? Castigá-lo? A gente apresenta um guia prático para agir no caso em que os palavrões se convertam em palavras habituais na linguagem do seu filho. 

7 dicas para terminar com os palavrões infantis

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Leve em conta que os palavrões não são mais do que palavras. Num primeiro momento, e dita por crianças muito pequenas, às vezes sem o significado que os adultos lhes dão. Muitas vezes as dizem por que as aprenderam e as repetem por imitação, mas não sabem muito bem o que significam. Isso é o que os psicólogos dizem que você pode fazer se esse vocabulário se tornar persistente no caso do seu filho: 

1. Não proibir. Em qualquer caso, nada atrai mais do que o ‘proibido’. É melhor dar-lhe liberdade para falar, mas explicando-lhe que não é o correto e o motivo. Nunca proibir dizer essas palavras, porque senão o que você conseguirá é justamente o efeito contrário, que as repitam sem parar. 

2. Não rir. Se você rir cada vez que o seu filho solta uma grosseria ou um palavrão, o que estará fazendo é reforçar esse comportamento. O seu filho, por menor que seja, pensará que ele deve estar fazendo o correto porque as pessoas estão gostando e continuará pronunciando. Logo, quando você tentar pará-lo, o seu filho não entenderá por que antes você ria e agora o repreende

3. Vigiar os gestos quando escutar o palavrão. Não consiste somente em não rir, as expressões faciais dizem muito. Se você enruga o nariz ou abre muito os olhos o seu filho entenderá que você não está de acordo, que te incomoda e continuará dizendo. 

4. Ignorá-lo. Não existe melhora ‘vacina’ diante de uma palavra mal dita do que a ignorância. Se cada vez que o seu filho disser um palavrão para chamar a atenção, o melhor é ignorar e fazer de conta que não ouviu nada. No final das contas ele terminará entendendo que essas palavras não servem para nada. Os psicólogos pensam que nas crianças de 2 anos, os palavrões são ‘armas de poder’. Muitas crianças falam palavrões porque sabem que incomodam aos adultos, e é uma forma de expressar a sua raiva ou desacordo com algo. 

5. Busque palavras alternativas. Se a criança utiliza os palavrões para expressar sua raiva, o melhor será oferecer-lhe mais vocabulário para que possa fazer o mesmo, mas com outras palavras. O objetivo é que possam canalizar a sua chateação ou frustração. 

6. Vigiar o que assistem na televisão e tablet. Muitas vezes, os vocabulários grosseiros não o aprendem em casa, mas em séries que assistem na televisão ou videogames. Vigie o que o seu filho estiver vendo e explique a ele por que certas séries são para crianças mais velhas. 

7. Vigie o seu vocabulário. Às vezes, acabam escapando da gente palavrões sem que a gente se dê conta. Dirigindo, ou diante de uma partida de futebol... Muitas vezes não somos conscientes do que dizemos. Vigie o seu vocabulário em momentos de estresse. 

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com