As preocupações que tiram o sono de uma mãe

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

‘Quando você tiver filhos nunca mais voltará a dormir da mesma forma’. Essa era a frase que minha mãe dizia quando eu era pequena e estava doente. Ela repetia a frase quando eu era adolescente e voltava tarde em casa e também quando era jovem e viajava durante vários dias ou meses. É uma frase que não dava muita importância até que me tornei mão. Daí eu compreendi. 

O que tira o sono de uma mãe?

Quando as mães perdem o sono

Quanta razão tinha minha mãe. Desde que tive o meu primeiro filho, nunca mais o meu sono voltou a ser o mesmo. Eu desenvolvi um sistema de alarme permanente, e ainda que esteja dormindo, acordo e me desperto com a primeira tosse, ao ouvir uns passinhos pelo chão, ou simplesmente para cobrir meus filhos nos dias mais frios. Dormir uma noite inteira? Isso já não faz parte da minha história. Isso me levou a perguntar o que tira o sono de uma mãe ao longo da vida dos seus filhos... 

- Os primeiros meses do bebê. Por mais que te avisem, você terá que vivenciá-lo, porque o bebê recém-nascido não pode passar muitas horas sem comer... É uma tortura! Chega um momento que as olheiras já fazem parte de você, assim como os sinais e as sardas. 

- Quando as crianças adoecem. Seja um catarro, gripe, crise asmática ou gastroenterite. Tenho a impressão que a tosse, a febre, as diarreias ou os problemas respiratórios parecem atacar mais à noite. Pode ser uma percepção. No entanto, de alguma maneira estranha, na manhã seguinte, as crianças estão como rosas e nós, aos frangalhos. 

- As primeiras noites fora de casa. Se a criança vai a um acampamento de verão, a uma viagem de estudos ou à casa de um amigo, você se pergunta se ela estará bem, porque, por suposto, ninguém faz as coisas nem cuida do seu filho como você, não é verdade? 

- Os problemas na escola. Se a criança não está tirando boas notas e está com maus resultados acadêmicos, se algum companheiro o incomoda constantemente ou se seus amiguinhos o ignoram. Ao saber que um filho está sofrendo, não há uma mãe que durma bem. 

Sou mãe de crianças pequenas, e suponho que ainda tenho um longo caminho de noites sem dormir, mas não é bom sofrer por antecedência. Ainda restam alguns anos até que um dia vão me pedir: ‘mamãe, quero sair por aí essa noite com meus amigos’. 

Alba Caraballo
Editora de GuiaInfantil.com