Quanto cálcio as grávidas necessitam de acordo com a sua idade

O cálcio na infância, gravidez, aleitamento e na menopausa

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O cálcio é um dos minerais que tem especial e particular importância durante toda a vida. Durante a infância, um adequado aporte de cálcio assegura uns ossos e dentes saudáveis, por isso deve estar muito presente na dieta, mas ainda mais nas mulheres em três momentos primordiais em que sua importância é ainda maior. 

Em primeiro lugar, durante a gravidez, já que o feto está se desenvolvendo e os seus ossos requerem de um aporte extra. Em segundo lugar, durante o aleitamento, já que o leite materno proporciona o cálcio necessário para a correta alimentação e crescimento do bebê, e em terceiro lugar, durante a menopausa, quando se perdem e pioram algumas das capacidades de fixação do mesmo.

O cálcio durante a infância, gravidez, aleitamento e menopausa

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Infância: Em geral, em crianças, o aporte recomendado vai desde os 400 – 800 mg diários até alcançar os 1.100 mg durante a adolescência, período em que existe um novo pico de crescimento. Após esse período e ao alcançar a idade adulta, a recomendação diminui até aproximadamente os 800 mg por dia.

Gravidez: Durante a gravidez, o aleitamento e a menopausa se recomenda um aporte extra de cálcio entre 200 e 300 mg acima das recomendações habituais, mas sempre mantendo-se abaixo do máximo nível de segurança, por volta dos 2.000 – 2.500 mg, já que, acima disso, pode produzir prisão de ventre, aumentar o risco de formação de cálculos e outras alterações renais e interferir na absorção de outros minerais como ferro, magnésio e zinco. Como orientação, pode-se tomar como referência um copo de leite, que proporciona uns 300 mg de cálcio. 

Aleitamento: Curiosamente, está bastante estendida a crença de que o aleitamento materno afete a absorção do cálcio e sua posterior fixação ao osso, porque o aleitamento prolongado seria um boleto seguro para a osteoporose com a chegada da menopausa. Também o número de gravidezes e o espaço temporal entre eles dificultariam este processo. No entanto, nada mais distante da realidade.

Menopausa: Têm sido muitos os estudos realizados ao longo dos anos em referência à evolução da massa óssea das mulheres após as gravidezes e os aleitamentos e sua influência na osteoporose durante a menopausa. Na grande maioria das mulheres se analisa a perda de massa óssea durante o aleitamento e os resultados e observações permitem demonstrar que esse cálcio se recupera pouco a pouco, uma vez que se inicia a alimentação complementar, por volta dos seis meses após o parto.  Curiosamente, esta perda de massa óssea se dá também ainda que se alimente o bebê com leite artificial. 

Como as gravidezes influenciam nos ossos da mulher

Alguns estudos têm permitido inclusive observar também que o número de gravidezes não influencia tão pouco esta perda, e que, ainda que se trate de gravidezes muito seguidas, a saúde óssea da mãe não se vê comprometida. E outros vão mais além ainda, observando que a dieta materna não pode evitar nem a perda de cálcio após o parto, nem a posterior recuperação da massa óssea, mas é independente da ingestão materna de cálcio. A hipótese mais confiável é que o metabolismo do cálcio se vê mais forte durante a gravidez e aleitamento. 

Nem um elevado número de gravidezes, de até 5 ou mais filhos, nem períodos de aleitamento superiores aos 2 anos causam diminuição alguma, em longo prazo, da densidade óssea. A densidade óssea da mulher pode ser considerada independente desses fatores, e a osteoporose que pode ser diagnosticada na menopausa, nada tem a ver com o tempo de amamentação nem do número de filhos.

Carlota Reviriego

Nutricionista