Ser uma criança competitiva. Vantagens e desvantagens

É bom ou ruim que a criança tenha espírito competitivo?

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A competitividade nos ajuda a superar a nós mesmos, a melhorar certas áreas, mas desde que não se torne algo obsessivo. Portanto, ser uma criança competitiva é bom ou ruim? A resposta é que é bom em sua justa medida, sempre que não resulte numa obsessão para a criança. 

É importante desenvolver nas crianças a capacidade para superar dificuldades, superar a si mesmas e solucionar os problemas, assim como aprender com os próprios erros. Mas também temos que ensinar nossos filhos a desfrutar tudo o que fazem e que nem sempre se pode ganhar sempre nem sempre ser o melhor em tudo. 

Crianças competitivas: Desvantagens 

Os sentimentos de competitividade em crianças, podemos ver claramente nas brincadeiras e nos esportes que praticam, mas também nas tarefas escolares (trabalhos, provas...). Existem crianças que se chateiam em não ganhar uma partida ou uma corrida ou não ter tirado um dez. São crianças extremamente competitivas, em que esses sentimentos podem trazer-lhes problemas. 

As crianças excessivamente competitivas avaliam seus resultados em termos de tudo ou nada, ou se ganha ou se perde, e isso pode trazer problemas sérios à criança como: 

- Baixa autoestima

- Estresse.

- Baixa tolerância à frustração

- Extrema preocupação pela perfeição. Por exemplo, precisam tirar sempre boas notas, ou podem rejeitar tarefas nas quais sentem que não vão obter êxito, e assim evitam o fracasso. 

Crianças competitivas: Vantagens 

Uma competitividade positiva é aquela em que a criança assume que os erros não são ruins, mas nos ensinam a superarmos a nós mesmos, e que se deve se esforçar para ganhar sempre, mas em melhorar e tentar fazer as coisas. É necessário educar as crianças no esforço e em desfrutar do que se faz, e não tanto em ganhar sempre ou ser o melhor em tudo. 

Seria importante desenvolver na criança uma competitividade positiva através: 

- Comparar-se consigo mesmo e não com os demais. Sempre haverá alguém melhor que você, mas o importante é se superar a si mesmo. 

- Valorizar o esforço e não somente o resultado. 

- Incentivar atitudes de cooperação e de ajuda aos demais. 

- Ensinar a criança a aprender com os erros e não a ‘se castigar’ com eles.

- Desfrutar do que fazem independentemente do resultado. 

Jimena Ocampo Lozano

Pedagoga 

Centro de Psicologia Álava Reyes