5 erros dos pais ao tratar o medo dos filhos

Conselhos para pais com filhos que têm algum tipo de medo

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Desde que nascemos podemos sentir medo. O medo é uma emoção que nos permite estar alerta a tudo o que acontece ao nosso redor para poder estar a salvo de qualquer situação perigosa. Por isso, desde bem pequeno, o seu filho pode ter medo de ruídos, de estranhos ou que você se separe dele. 

Chorar, gritar ou sentir medo faz parte do processo de ir crescendo. Todos nós temos medo e dependendo da etapa em que o seu filho esteja ele poderá desenvolver um ou outro tipo de medo. O problema não é o medo em si, mas de como reagir quando ele aparece. Às vezes o medo é passageiro ou ele pode se tornar num medo permanente. Tudo vai depender como você irá administrar quando isso acontecer. Por isso, hoje a gente vai falar sobre os erros mais comuns que pioram o problema e não vão ajudar o seu filho. 

5 grandes erros dos pais com os medos das crianças

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1. Ameaçar com o medo: Existem muitos momentos em que as situações ficam difíceis e para isso a gente irá recorrer ao medo para que nos obedeçam. Os clássicos ‘durma logo senão o bicho vem pegar’; isso só servirá para que de forma pontual a criança durma, mas acabam gerando um problema que antes não tinha. Deve-se ter cuidado com as coisas que dizemos e dos ‘seres fantásticos’ dos quais falamos, sobretudo porque é provável que a gente consiga o nosso objetivo em curto prazo, mas o que talvez tenhamos ensinado é que faça as coisas por medo ao que possa acontecer e não porque tenha compreendido algo. 

2. Pressionar: Você sabe que se o seu filho enfrenta esse medo ele poderá superá-lo. Por isso, às vezes a gente acaba forçando-o demasiadamente para que combata esse medo. É preferível que ele dê passos pequenos e a gente o motive quando o fizer, ao invés de obrigá-lo a superar. Às vezes, os pais se preocupam mais que a própria criança para oferecer-lhe a segurança que parece que lhe falta. No entanto, é importante saber que cada criança tem seu próprio ritmo e o mais importante é que vá pouco a pouco alcançando seus objetivos sem sentir fracassado caso não consiga superá-lo; e nunca compará-la com outras crianças. 

3. Ridicularizar: De acordo com a etapa existem muitos medos que nos parecem injustificados e até podem parecer absurdos para nós, como ter medo de monstros, ou medo da privada. O ponto é que esses medos possam gerar consequências reais no seu filho, como a hora do banho, de dormir ou de se separar de você temendo uma situação angustiosa. Os pais devem escutar o seu filho com toda compreensão e empatia que ele necessita; chamá-lo de ‘rato medroso’ não irá ajudá-lo a ter a coragem que necessita.  

4. Evitar: A gente precisa se assegurar que nossos filhos estejam seguros e se a gente souber que aquela situação irá fazê-lo sofrer, que sentido tem em expô-lo a ela? Portanto, a gente irá proibir-lhe aquelas situações que sabemos que irão causar medo neles; fazemos muitas coisas por eles para não expô-los e justificamos seus medos para que eles se dêem conta que a gente os compreende. O mais importante é oferecer-lhes ferramentas para poder superá-lo e dessa forma poderemos dar-lhes a confiança necessária para enfrentar qualquer outro problema que eles tenham que enfrentar na vida. 

5. Ignorar: Muitas vezes a gente pensa que é só uma fase e que com certeza se resolverá se não escutarmos os seus medos uma vez que estamos dando mais importância do que eles têm. No entanto, isso só não vai desaparecer como também prejudicará a relação com o seu filho, já que perderá a confiança em você e quando tiver qualquer outro problema ele saberá que você não é a pessoa mais indicada para que ele o conte. O melhor é que fale com ele para conhecer as causas e deixe que ele se expresse livremente e com sinceridade contigo.  

Nuria G. Alonso de la Torre

Psicóloga infanto-juvenil