Segurança das crianças nas redes sociais

Como vigiar e canalizar o uso das redes sociais na infância

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Ainda existem pessoas que não têm perfil nas redes sociais, mas quando o mencionam, muita gente olha com perplexidade como se fossem bichos raros ou extraterrestres. O uso das redes sociais está tão difundido que até as crianças têm o seu próprio espaço. 

Apesar do Facebook, Twitter ou o Google + sejam algumas das redes mais populares, não faltam redes criadas especialmente para as crianças como Club Penguin, Togetherville ou Yoursphere. No entanto, como podemos proteger os nossos filhos dos perigos que as redes sociais têm?  

Proteção das crianças nas redes sociais

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Guiainfantil.com conversou com Javier Urra, doutor em psicologia e pedagogo terapeuta para conhecer a sua opinião a respeito do uso que as crianças deveriam fazer das redes sociais e como protegê-las dos seus perigos. 

Para Javier Urra, ‘as redes sociais são o mundo’. Antigamente, nossos avós e bisavós viviam em lugarejos e se relacionavam quase exclusivamente com seus familiares e vizinhos. Nossos pais saíram daquele meio e viajaram pelo país e inclusive em outros países do mundo. Mas, as crianças de hoje em dia estão em qualquer lugar do mundo. As novas tecnologias o permitem. ‘O mundo está ficando cada vez menor e já não existem fronteiras entre estados’, explica Urra.  

Uma dessas novas tecnologias que permitem às pessoas estarem conectadas entre si, não importa aonde vivem, são as redes sociais. Através delas, muitas vezes se transmite e se informa aos demais de qualquer aspecto da vida íntima e privada. Os pais têm perfis em redes sociais, e através delas muitas contam histórias pessoais, publicam fotos familiares e mantêm uma espécie de diário em que transmitem tudo o que lhes acontecem.  

'As crianças imitam aos adultos’, afirma Javier Urra, e isso pode chegar a ser perigoso num âmbito como as redes sociais. As crianças não entendem ou simplesmente desconhecem o perigo que pode implicar e que as expõem a situações como cyberbullying, grooming ou sexting. Publicam sem pudor a sua intimidade. 

Como ajudar as crianças contra os perigos das redes sociais? 

- Não publicar dados pessoais. Explicar às crianças que não devem publicar e facilitar dados pessoais a desconhecidos nem ficar com pessoas que tenham conhecido através da Internet se não forem acompanhados de um adulto. Isso é fundamental. 

- Promover o diálogo e a comunicação em família para criar um ambiente de confiança necessário para que a criança possa contar sem pudor se estiver sofrendo algum tipo de assédio na Internet ou se sente incômoda diante de alguma situação. 

- Não deixar que a criança utilize o computador, smartphone ou tablet quando desejar e como desejar. Devemos conhecer que páginas ela visita, por quais sites ela navega e que tipo de atividade tem na Internet. Não podemos fechar os olhos com a desculpa de que desconhecemos as novas tecnologias. 

- A educação é o melhor filtro parental. Explicar às crianças que tipos de assédios podem acontecer na Internet poderá ajudá-las a estarem preparadas diante desses perigos. 

Javier Urra

Doutor em Psicologia