Cinco frases que nenhuma mãe deveria esquecer

Aprendizados básicos que toda mãe deve ter

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Ser mãe não é fácil e cada um vai encontrando seus recursos ao longo do exercício da criação. Hoje decidi compartilhar 5 dos aprendizados que me foram muito úteis e espero que o sejam para você também. Eu adoraria saber quais são os seus. 

5 ideias básicas que toda mãe necessita saber

cinco-frases-que-nenhuma-mãe A 

1. A sua sogra às vezes tem razão: muitas mães demoram em aceitar conselhos, sobretudo quando vêm da sogra. Mas, por estar envolvidas emocionalmente com nossos filhos impede que às vezes vejamos certas coisas com objetividade. Quando se trata de pessoas bem intencionadas, vale a pena dar-lhes o benefício da dúvida. Às vezes podem te fazer ver que o seu filho necessita ser visto por um profissional que necessita de limites em relação a certas condutas, que precisa diante de uma situação vivenciada. O seu instinto vale, mas uma olhadinha para fora às vezes também contribui. 

2. Nem tudo depende de você: os estudos que falam da importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento das pessoas apareceram em toda a parte nos últimos anos. A necessidade de receber amor para potencializar a autoestima e o controle emocional são chaves. Mas, nem tudo depende de você. O pediatra Carlos González comenta: ‘O desenvolvimento das pessoas depende dos fatores genéticos e das milhares de interações que têm ao longo das suas vidas: avós, amigos, vizinhos, professores, tios’. 

É bom sabê-lo para nos assegurarmos de que devemos fazer o melhor possível, mas que finalmente não temos o controle absoluto sobre o desenvolvimento dos nossos filhos. Lembrar disso alivia a pressão e a famosa culpa, tão presente nos nossos dias. 

3. Em determinado momento você irá sentir falta daquilo que antes detestava fazer: as crianças crescem mais rápido do que gostaríamos. Às vezes tirar piolhos ou repetir um conto pela enésima vez pode parecer uma tortura, mas quando se der conta, a etapa de fazê-lo terá passado. A fase de trocar fraldas, a de preparar mamadeiras, a de ajudar nos deveres, a de preparar fantasias para a festa de fim de ano. Não espere para ter nostalgia. Conecte-se com o presente, com o que estiver vivendo hoje. E faça-o teu apesar do cansaço, do mau humor, do estresse do trabalho, do tempo ruim. Tudo passa. Absorva isso à sua alma antes que aconteça. 

4. Uma coisa é o que acontece e outra é o registro do que acontece: Como meu filho sente que não o amo se eu o digo mil vezes? Como está com ciúmes do seu irmão se eu dou muito mais atenção a ele? Como diz que na escola não brinca com os amiguinhos se sua professora me diz que o vê rodeado de crianças? A realidade não existe. O que existe são diferentes pontos de vista. Percepções que se interconectam com nossas emoções. E as percepções das crianças são tão válidas como as dos adultos. Se o seu filho estiver manifestando desgosto diante de uma situação, sente-se pouco valorizado, pouco compreendido, incômodo, chateado, não pense que isso não pode acontecer. Trate de ser empática e compreender de onde pode vir seus sentimentos e mudar a forma como agia em relação a esse tema. Não podemos esperar que as coisas mudem se seguirmos fazendo a mesma coisa sempre. 

5. Escolha que batalha você quer se livrar: as crianças perfeitas não existem. Os que se comportam bem, comem bem, dormem bem, emprestam seus brinquedos e ajudam seus irmãos, seguramente são extraterrestres. Mas, se tentarmos corrigir-lhes tudo e tudo ao mesmo tempo, provavelmente a criação se pareça mais a uma guerra do que a um período de crescimento e aprendizagem compartilhada. Não se pode estar em duas frentes ao mesmo tempo. Se for seletivo com a comida, não aprendeu a controlar os esfíncteres, não se adapta no jardim de infância, etc., coloque numa balança o que é mais relevante para a dinâmica familiar e gere táticas e estratégias para tratar de modificar um só dos hábitos. Com tempo e paciência irão corrigindo outros, mas todos ao mesmo tempo, será esgotante para você e frustrante para o seu filho.  

Raquel Oberlander

Jornalista e publicitária