Por que existem famílias em que só nascem meninos ou meninas

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A família Underdhal acaba de dar as boas vindas ao seu bebê: Aurelia Marie Ann. A notícia não parece surpreendente, um nascimento a mais em um mundo cheio deles, no entanto, este caso é especial. É a primeira menina que chega à família em mais de 100 anos de nascimentos de meninos, um verdadeiro recorde. 

Não são casos raros, mas existem famílias em que não existe maneira de que chegue a tão esperada menina ou o tão esperado menino, e, gravidez após gravidez, o sexo do bebê é sempre o mesmo. Por que isso acontece? A genética influencia na hora de ter um bebê de determinado sexo?  

Existe a predisposição genética para ter bebês meninos ou meninas?

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Ashton Underdahl, a feliz mamãe, tem explicado que sempre soube que na família do seu marido havia um grande histórico de nascimentos de meninos. A história era tão curiosa que começaram a investigar na sua árvore genealógica buscando o nascimento de uma menina e não o encontraram até 1914. Aurelia Marie Ann bateu um novo recorde somente ao nascer, no entanto, não é um fato isolado. Existem milhares de famílias em que existe certa disposição a ter bebês de um determinado sexo. Sem precisar ir muito longe, na família do meu marido só nascem meninos, tanto é assim que eu tenho três. 

Mas, é casualidade ou uma tendência genética? O sexo do bebê se determina durante a concepção. Nas mulheres, o par de cromossomos que determina o sexo é idêntico: XX, enquanto que no homem, a metade dos espermatozóides leva X e outra Y. Quando um espermatozóide com cromossomo X fecunda o óvulo, o bebê será uma menina e se o espermatozóide leva o cromossomo Y, então se ativará um processo pelo qual, entre outras coisas, começará o desenvolvimento dos testículos e se inibirá a formação de genitais femininos, o bebê então será menino. 

Existem estudos que falam sobre certas ‘ajudas’ para ter um bebê desejado: a alimentação, a data da concepção, a idade em que se concebe... 

No entanto, para os especialistas a genética não influencia em absoluto no sexo do bebê. Para eles, o sexo vem determinado pela ‘sorte’! Ainda que a ‘sorte’ não explique por que nascem mais meninos que meninas, mas isso é outra história. 

Alguns estudos mencionam também a existência de um gene letal para um determinado sexo, que pode ser transmitido ou não. O que acontece nesses casos é que após a fecundação, o embrião não consegue sobreviver. Isso explicaria a prevalência em algumas famílias de nascimentos só de meninos ou meninas. 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com