Como é difícil conciliar o papel de mãe e o trabalho

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Dia 1º de maio é celebrado o Dia do Trabalho, somente alguns dias de distância do Dia da Mãe. São dias que merecem uma reflexão sobre a grande dificuldade de ser mãe e exercer um trabalho profissional que seja compatível com as obrigações maternais. Levar os filhos na escola nos dá a oportunidade de falar com muitas mães e compreender as grandes dificuldades que todas as mães enfrentam para se sentirem satisfeitas com o trabalho, e ao mesmo tempo, poderem exercer uma carreira profissional de sucesso. Muitas de nós remamos no mesmo barco diante das ondas de muitos impedimentos. 

O Dia do Trabalho e a maternidade 

Nós mães temos que resolver grandes dilemas e desafios nesse aspecto. Muitas de nós somos autênticas malabaristas para administrar nosso tempo e resolver situações adversas e imprevistas. Uma mãe e trabalhadora terá possibilidades de trabalhar, embora não são poucas que parem ou adiem sua carreira profissional em favor dos seus filhos. Não estamos dizendo o que é certo ou errado. Cada mulher tem suas escolhas, prioridades e valores. 

Muitas são mães de jornada completa, porque não conseguiram compatibilizar as duas facetas e acabaram escolhendo o que para elas era prioritário. Ser mãe não é somente trazer um filho ao mundo, mas implica num trabalho incrível, desde a atenção das suas necessidades físicas e emocionais à dedicação e sua aprendizagem. Podemos levar horas a fio! O que está claro é que uma mãe e trabalhadora necessita de ajuda alheia a ela, se não quiser morrer tentando. 

Os trabalhos das mães deveriam contemplar problemas como o que fazemos com eles durante suas abundantes e merecidas férias de verão, o que fazer se seu pequeno fica doente, o que acontece quando você tem que viajar repentinamente, o que fazer para que os horários escolares e o trabalho coincidam, o que fazer quando não se pode pagar uma babá, uma creche ou contar com a ajuda dos avós ou esposo, o que fazer quando os gastos com o cuidado dos nossos filhos são praticamente iguais às entradas. 

Devido a essas dificuldades, muitas mantêm esse ritmo entre casa e trabalho. Muitas não conseguem deixar esse ritmo porque realmente precisam dos seus ganhos com o trabalho, ou porque posteriormente, quando seus filhos estivessem maiores, seria muito mais difícil encontrar ou retornar ao mercado de trabalho. Não é de se estranhar que muitas mães estejam com os nervos à flor da pele, com falta de tempo, com mau humor, com frustrações, com sentimentos de culpa. O dia a dia de muitas mães é muito estressante. Mas para oferecer um tempo de qualidade aos nossos filhos, não são poucas as mães que renunciam parte das horas ou a postos de maior responsabilidade dentro de uma empresa. Haverá uma solução para isso? 

Mirna Santos

Redatora de GuiaInfantil.com