Diferenças entre criar o primeiro e o segundo filho

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Como todas as primeiras vezes, ter o primeiro filho te faz mergulhar num universo de sensações, vivências, medos, dúvidas, emoções... Desde o momento em que você vê o resultado positivo do teste de gravidez, todas as experiências são novas, às quais vamos nos adaptando, superando e vivendo-as da melhor maneira. 

Diferença entre ser mamãe pela primeira vez e ser mamãe de um segundo filho 

Para algumas mães, ser mamãe de primeira viagem pode se tornar uma situação esmagadora até que vão se acostumando. Outras se adaptam em logo em seguida e parece que estiveram se preparando a vida toda para esse momento. Seja como for, com amor e paciência todas as primeiras situações se superam. 

Minha experiência com meu primeiro filho foi muito diferente do segundo filho, tanto que na gravidez como na criação e educação. Agora, com o passar do tempo, reconheço ter cometido muitos erros que até tentei evitar com o segundo. Essas são algumas das diferenças que encontrei entre o meu primeiro e meu segundo filho: 

- Quantas noites eu acordei assombrada e corri para o berço do meu filho para colocar o dedo embaixo do seu nariz para ver se ele respirava. Essa situação, um tanto exagerada, não voltei a repetir com o segundo. 

- Quando o primeiro filho tinha um pouco de febre, eu corria para o hospital alarmada e morta de medo. E foram muitas visitas nas quais sempre me mandavam de volta para casa dizendo-me para me acalmar que não era nada de grave. Com o segundo já não saí correndo em plena noite por uns décimos a mais no termômetro. 

- Com meu primeiro filho ficava o dia todo correndo atrás dele pelo parque, sempre a um metro de distância, tentando evitar que ele caísse o agarrando sua mãozinha no balanço. Com o segundo, ainda que vigilante, não fico tão nervosa ao vê-lo correndo pelo parque. A gente sabe que em algum momento ele vai cair, mas faz parte do aprendizado. Você pode protegê-lo, mas não superprotegê-lo. 

- Se um dia meu filho não tinha apetite e não queria comer, eu inventava mil e uma histórias para conseguir que ele terminasse de comer a papinha, ainda que demorasse uma hora tentando. Agora, quando meu segundo filho está sem apetite, já me dou conta que pode ser por diversas razões e que nem sempre não podemos ser tão exigentes e pretender que eles terminem logo de comer tudo. 

De modo geral, segundo minha experiência, com o segundo filho você fica relaxado, já não vive as coisas com tanta intensidade e nervosismo. Também é certo que acaba tendo mais trabalho com dois filhos do que um e talvez por isso não preste tanta atenção aos detalhes com você fez com o primeiro. Tenho uma amiga que diz que o segundo filho é um ‘sobrevivente’ porque vai crescer com menos atenção do que o primeiro. Eu não estou de acordo totalmente, mas acredito que não podemos fazer as coisas da mesma maneira, não é mesmo? 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com

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