Vamos cuidar da saúde mental das crianças

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

As doenças e transtornos mentais, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) atingem mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, estima-se que 23 milhões de brasileiros sofram de transtornos mentais e o mais preocupante é que entre 75% e 85% das pessoas não têm acesso a um tratamento adequado. 

Na Espanha, entre 10 e 20% das crianças sofrem de algum tipo de transtorno mental e muitos deles não são identificados. Hoje se celebra o Dia Mundial da Saúde Mental e infelizmente continuam existindo carências e muitas pessoas com doença mental não recebem apoio social nem reabilitação psicológica. 

Os números disponíveis mostram que na América, a maioria das crianças que necessitam de saúde mental não recebe o tratamento necessário. Falando em termos econômicos, está claro que o tratamento precoce de crianças e adolescentes podem reduzir os gastos com o tratamento em anos posteriores, assim como também os gastos sociais que geram os comportamentos anti-sociais que podem ser resultado do fracasso do tratamento precoce na infância. 

Contra a rejeição social de crianças com transtornos mentais

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Segundo a OMS, a celebração deste dia tem como objetivo sensibilizar a população sobre os problemas de saúde mental. Com sua lembrança anual se pretende contribuir para incentivar um debate mais aberto sobre os transtornos mentais e neurológicos, e dos relacionados com o consumo de substâncias é enorme, em especial nos países com recursos escassos.

O Dia Mundial da Saúde Mental também quer lutar contra o estigma do preconceito social. A rejeição social é uma das maiores chagas da saúde mental e eles percebem isso. O Dia Mundial da Saúde Mental quer mudar o medo que a sociedade tem das pessoas com problemas de depressão, Alzheimer, bipolaridade ou esquizofrenia com uma informação clara e que ajude na integração das crianças e pessoas que sofrem de algum transtorno mental. 

Além disso, é importante destacar que o impacto na qualidade de vida das famílias é considerável. Levando em conta que as doenças mentais dificultam a capacidade de aprendizagem das crianças e interferem significativamente na vida das pessoas que sofrem com elas, a inclusão social e o conhecimento da doença pode levar a uma melhor qualidade de vida para essas crianças e os seus pais. 

Marisol Nuevo