Como os conservantes e corantes alimentares afetam as crianças

Analisamos 4 ingredientes artificiais presentes na alimentação infantil

Vilma Medina

Vilma Medina

A aversão que existe na atualidade contra a adição de corantes e conservantes artificiais aos alimentos tem aumentado dia a dia. A pergunta que não quer calar é: ‘quais os danos que esses aditivos podem causar nos nossos filhos?’ É um perigo para a saúde? Vejamos alguns exemplos. 

4 ingredientes artificiais na alimentação das crianças

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1. Edulcorantes: Em primeiro lugar, os edulcorantes artificiais como a sacarose, o aspartame, o acessulfame-k, utilizam-se como substitutos do açúcar porque adoçam se acrescentar calorias extras. Durante anos se tem estudado sua toxicidade, sobretudo os seus efeitos na infância, sem resultados muito confiáveis. Ainda que diversos estudos tenham relacionado o aspartame com o aparecimento de lesões cerebrais cancerígenas em animais de laboratório, as conclusões não são significativas. Acrescentar edulcorantes naturais, como o açúcar de cana em pequenas quantidades, frutas secas com passas ou tâmara, ou o mel ou melaço podem ser uma opção se quiser evitar o uso desses edulcorantes artificiais. 

2. Colorantes: Os colorantes artificiais não deixam de ser um aditivo meramente estético. Como adultos podemos comer um iogurte de morango cuja cor não seja vermelha ou rosa sem maior problema, mas uma criança espera que a cor e o sabor venham juntos, daí o uso de corantes artificiais. No entanto, além de não serem necessários, neste grupo podem ser encontrados alguns aditivos não muito recomendáveis. Por exemplo, a tartrazina (E102) se relaciona extensamente com cefaléias, hiperatividade e insônia em crianças, por isso em alguns países da Europa como Áustria e Noruega estão proibidos em crianças menores de 3 anos. 

3. Produtos que intensificam o sabor: O glutamato, por exemplo, é um intensificador de sabor que pode ser encontrado nos alimentos de maneira natural. Sua versão artificial, o glutamato monossódico não se recomenda em crianças menores de 3 anos em alguns países, ainda que não tenham encontrado dados confiáveis que relacionem este aditivo com problemas de saúde. Este aditivo é usado amplamente em batatas fritas e outros salgadinhos e se relaciona tradicionalmente com o sabor típico da comida chinesa. Este tipo de aperitivo não são recomendáveis para a saúde e deve ser evitado, sobretudo na primeira infância, já que além de um tremendo excesso de sal proporciona também gorduras não saudáveis, independentemente da presença do glutamato. 

4. Conservantes: O benzoato de sódio é um conservante utilizado em alimentos de pH ácido como conservas, sucos, molhos ou bebidas carbonatadas (como os refrigerantes). Alguns estudos relacionam com a hiperatividade e inclusive têm demonstrado sua capacidade de reagir com a Vitamina C presente no meio gerando compostos potencialmente cancerígenos. Ainda que estudos mais amplos pareçam ser necessários antes de extrair conclusões definitivas este conservante é facilmente evitável. 

Em geral, numerosos estudos têm relacionado o consumo de aditivos artificiais com um aumento da hiperatividade infantil ou com a piora em crianças asmáticas ou com eczemas e em outros sintomas alérgicos ou com câncer em animais de laboratório. No entanto, a OMS (Organização Mundial da Saúde), o organismo mundial máximo em questões de saúde não encontra esses resultados conclusivos, por isso o seu consumo é considerado seguro dentro dos limites recomendados. Apesar dessa recomendação convém atentar que o consumo de alimentos minimamente processados ou naturais sempre é mais seguro e favorável do que aqueles processados de maneira artificial. 

Carlota Reviriego

Nutricionista

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