7 dicas para proteger a criança de abuso sexual (II)

A segurança das crianças é tarefa dos pais

Vilma Medina

Vilma Medina

O abuso sexual é qualquer atividade sexual com ou seu violência entre um adulto e um menor de idade, ou entre dois menores quando um exerce poder sobre o outro. Também é forçar, coagir ou persuadir uma criança a participar em qualquer tipo de atividade sexual. 

Também inclui contato sexual, ainda que sem contato direto como o exibicionismo, exposição de menores a material pornográfico, voyeurismo ou manter comunicação de tipo sexual através do telefone ou Internet.

Proteja as crianças do abuso sexual

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3. Fale abertamente do assunto com o seu filho. Entenda porque as crianças têm medo de contar o acontecido. 

- O abusador pode manipular, ameaçar e envergonhar a criança e a acusam de ter permitido que ocorresse o abuso dizendo que seus pais vão ficar bravos quando souberem. 

- As crianças não revelam o abuso por temer deixar seus pais frustrados.

- O abusador convence a criança que o abuso é ‘bom’ e que é apenas uma ‘brincadeira’.  

- Fale com os seus filhos. A comunicação construirá a confiança.

- Fale com seus filhos sobre o seu corpo, de como cuidá-lo, defendê-lo, etc. ‘Meu corpo é meu território, e ninguém o toca sem a minha permissão’. Esse deve ser um lema para os meninos e as meninas.

- Instrua os seus filhos para que não deixem endereços de e-mails, nem endereço ou telefone de casa, etc. 

- Se a criança se sente incômoda ou reage a estar com determinado adulto, pergunte para ela o porquê, em particular.

- Compartilhe informações sobre o abuso sexual infantil. Deste modo, os potenciais abusadores saberão que você está alerta. 

4. Aprenda a detectar e a identificar os sinais do abuso sexual.

- Os sinais físicos do abuso sexual são pouco comuns, no entanto, a irritação, a inflamação ou caroços na região genital, as infecções das vias urinárias ou outros sintomas devem ser investigados com detalhe. 

- Os sinais emocionais ou comportamentais são mais comuns, que podem ser identificados por uma ansiedade, dor abdominal crônica, constantes dores de cabeça, comportamento perfeccionista, introspecção ou depressão, até uma raiva e rebeldia inexplicáveis.

- Quando a criança fala abertamente sobre sexo de uma maneira atípica para a sua idade também pode ser um sinal de alerta. 

- No caso em que haja alguma suspeita de abuso sexual, a criança deve ser levada imediatamente ao médico. 

5. Não reaja com exageros a um possível caso de abuso. Denuncie! Informe-se e saiba como reagir. Saiba aonde ir, para quem ligar e como reagir. O abuso sexual é um delito. 

- A sua reação tem um grande impacto sobre uma criança vulnerável. Se você responder com raiva ou incredulidade, o menor se fechará e se sentirá ainda mais culpado. 

- Ofereça sempre o seu apoio à criança. Escute-a, e não duvide da sua palavra e acredite no que está dizendo. Assegure-se de que é assim que ela o entende. Agradeça o fato da criança ter lhe contado e reconheça sua valentia. 

- Anime a criança para que te conte tudo, mas que não se aprofunde muito nos detalhes. Isso pode alterar suas recordações dos fatos. 

- Busque ajuda e orientação profissional capacitado para falar com a criança. Busque conhecer os passos legais para denunciar. Você deve conhecer os organismos e instituições competentes para denunciar um abuso sexual de um menor. 

- Não entre em pânico. As crianças, vítimas de abuso sexual que recebem apoio e ajuda psicológica podem superá-lo. 

6. Haja sempre, ainda que existam apenas suspeitas e não provas. 

- O futuro bem estar de uma criança não está em risco. As suspeitas e a falta de provas podem te dar medo, mas confie na sua intuição e conheça a importância de denunciar ou levar ao conhecimento de um serviço de proteção ao menor. 

- Busque os serviços sociais da sua localidade, ou algum escritório de defesa dos direitos do menor. O importante é você agir. 

7.  Envolva-se. Seja voluntário de apoio às organizações que lutam contra o maltrato e o abuso sexual a menores

- Use a sua voz e o seu voto para converter a sua comunidade em um lugar mais seguro para as crianças.

- Apóie a legislação que ampara as crianças. 

- Rompa o silencio. A prevenção, assim como a recuperação depende disso. 

Para ver a primeira parte dessa matéria, clique aqui:

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