10 perguntas sobre o assédio escolar ou bullying

Respostas a todas as dúvidas sobre o bullying escolar

Vilma Medina

Vilma Medina

O assédio escolar ou bullying é um tema que preocupa a milhares de pais em todo o mundo. Qualquer criança pode sofrer intimidação e por isso devemos permanecer alertas diante de qualquer indício. 

A psicóloga María José Ruiz Pastor responde a todas as nossas dúvidas sobre o assédio escolar. 

10 perguntas dos pais sobre bullying ou assédio escolar

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1. Que indícios nos fazem suspeitar de que exista assédio escolar? Em muitas crianças o que se vê é uma alteração no comportamento. As crianças muitas vezes não verbalizam o que lhes acontece, mas notamos problemas do sono, problemas com a comida, irritabilidade, depressão... Em crianças mais velhas vemos que se isolam socialmente, que deixam de ter amigos, que nos recreios preferem estar sozinhas. Todo esse tipo de comportamento nos indica que algo vai mal e é quando temos que intervir para ver o que está acontecendo. O ideal é falar com ela, escutar-lhe muito e também devemos ir à escola, falar com o professor e iniciar as medidas para aliviar esse sofrimento na criança.  

2. Qual é o perfil da criança assediada? A princípio qualquer criança pode sofrer abuso, mas os agressores podem escolher muito bem as suas vítimas: podem ser crianças mais submissas e retraídas, com menos amigos e apoio social. Eles sabem com quem se meter e com quem não podem... Se tiverem que escolher a uma criança será aquela em que sairá mais fortalecido, será aquela mais débil. 

3. Como distinguir o assédio de uma briga na escola? Para que se considere assédio, é quando algo acontece de forma reiterada. Uma briga pode ser algo impulsivo, mas é possível separar, se tranqüilizam e não tem por que voltar a ocorrer. Se existe uma criança que trata mal a outra criança de forma reiterada, com agressões, humilhação, isolando-lhe, culpando-lhe... Isso já é bullying, porque é algo que se mantém com o tempo. 

4. Como conseguir que a criança conte o que está acontecendo? Muitas vezes os pais da criança assediada ficam sabendo através de outros pais ou companheiros de classe que lhe avisam. Nesses casos, os pais devem falar com o professor. A escola nesse caso deve ter um protocolo de conduta observando a criança e o que está acontecendo. Por exemplo, se virem que uma criança nunca pode jogar porque não a deixam, os educadores devem intervir e trabalhar para que todos se integrem. 

5. Devemos ensinar as crianças a agirem quando vêem que estão assediando outra criança? Existem crianças que intervêm e inclusive denunciam como caso de bullying. Mas, não é uma situação cômoda, porque o agressor pode se voltar contra ela também. Isso deve ser muito reforçado a essas crianças tão ‘valentes’, já que denunciá-los deveria ser a conduta de todos. 

6. A criança que sofre bullying tem medo? Muitas vezes tem medo das agressões do grupo. Muitas vezes o assédio se dá em lugares não vigiados, e tem medo de serem tachados de ‘dedo-duro’ ou covardes. Muitas vezes essas crianças se sentem culpadas do que lhe está acontecendo. Desde o princípio há que dizer-lhes que ela não é culpada. 

7. Como devem reagir os pais de filhos que maltratam? Às vezes é a escola que chama os pais de uma criança agressora e geralmente os pais não sabem. Muitas vezes na é uma criança que tenha um rendimento baixo. São crianças muito populares, que têm muitos amigos, boas notas e em casa se comportam muito bem, mas na escola, seja pelo que for sempre está se metendo com outra criança. Se a escola nos informa que o nosso filho age assim, devemos aceitá-lo e falar com ele para ver o porquê desse comportamento, sem culpá-lo diretamente. Há que buscar o porquê disso. E sempre reparar o dano que tenha feito. Tem que sentir a culpa e se arrepender. Tentar colocá-lo no lugar da criança que está sofrendo o bullying

8. É a mesma coisa o assédio que acontece com meninas com os meninos? O assédio se manifesta normalmente de forma diferente. Os meninos são mais impulsivos e acontecem mais agressões físicas ou verbais. As meninas tendem a isolar socialmente a outra e fazer com que o seu grupo a exclua, mas na medida em que vão crescendo, as condutas agressivas acontecem em ambos os casos. 

9. A partir de que idade se pode acontecer o bullying? A partir dos 6 ou 7 anos já começam a ser conscientes do dano que podem fazer. 

10. Existe mais assédio hoje em dia? O bullying sempre existiu, mas antes se dizia que ‘isso era coisa de criança’ e agora estamos mais conscientes do dano que faz: sabemos que as crianças saem com a autoestima muito baixa e que tem um dano psicológico nas crianças muito significativo

María José Ruíz Pastor

Psicóloga

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