Coisas que não se devem proibir às crianças

5 atitudes que não devemos reprimir nos filhos

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Quando os pais educam aos seus filhos eles buscam a maneira de estabelecer normas e limites de conduta para que as crianças aprendam a se comportar. O que guia esses limites e normas de comportamento das crianças é como os pais resolvem as situações cotidianas. Ou seja, consentindo ou proibindo as condutas dos pequenos. 

O comportamento dos filhos será consequência direta das respostas que os pais vão dando diante das diferentes condutas dos pequenos e o que fará que aprendam a se mover pelo mundo. 

Proibir tudo às crianças é um erro na educação

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Existem situações em que é objetivamente necessário a intervenção dos adultos e proibir condutas porque existe um perigo real. Mas, muitas vezes os adultos impedem esses comportamentos empurrados pelos seus próprios medos

Impulsionados por esses medos e essas crenças negativas, as crianças se educarão na ideia de que existem coisas perigosas que devem ser evitadas e aprenderão a ser inseguras, assustadas e dependentes. Portanto, quando os adultos tomam a decisão de proibir condutas, devem fazê-lo com moderação para evitar consequências negativas diante das condutas positivas ou normais que a criança faça. 

5 coisas que não devemos proibir aos filhos 

Proibir muitas condutas nas crianças faz com que possam cair em uma superproteção, impedindo-lhes de explorar e conhecer como funciona o mundo em que vivem. Dotamos-lhes de inseguranças e medos. Muitas vezes o adulto o faz movido pelos seus próprios medos, e outras porque na sociedade em que vivemos hoje em dia não tem tempo suficiente para prestar-lhes a atenção necessária para que possam investigar o ambiente no seu ritmo. Por isso, existem comportamentos em que os adultos deveriam ter mais paciência e não proibir de imediato. Como, por exemplo: 

- Correr, pular, gritar. É a maneira que as crianças pequenas têm de expressar suas emoções e se relaxar. É necessário que se eduque, mas não proibi-lo. Os pais devem tomar consciência disso, ser pacientes e impor normas e limites em que a criança possa se mover e se expressar livremente. 

- Trepar em árvores e brinquedos. As crianças têm muita energia e muita vontade de conhecer tudo o que lhes rodeia. Quando a criança sobe no alto de um balanço, os pais não devem proibi-lo, é melhor que dediquem seus esforços em ensinar a subir e a descer, e a fazê-lo bem. 

- Desenhar. Com a desculpa de que vão sujar tudo não lhes deixam pintar nem desenhar e em consequência corta sua criatividade. Com isso, deixa de desenvolver sua imaginação e limita a demonstração de suas emoções de maneira correta.  

- Comer sozinho. Por causa do pouco tempo que os adultos na sociedade de hoje em dia têm, é mais fácil e mais ‘limpo’ dar de comer às crianças. Ao fazê-lo, tiram-lhe a oportunidade de aprender e ir adquirindo confiança em suas capacidades. A criança necessita se sentir útil. 

- Dar sua opinião. A criança tem seus próprios pensamentos e desejos. Necessita ter um espaço onde expressá-lo, de igual para igual. Por isso, é importante que não se reprima o que tem que dizer com expressões como: ‘eu sei o que você precisa agora, e você é muito pequeno para entender’. 

Borja Quicios

Psicólogo educativo