Conselhos para evitar que a criança furte

O que os pais podem fazer se descobrirem que o seu filho está furtando

Vilma Medina

Vilma Medina

Não é fácil acreditar que uma criança esteja furtando, tão pouco é algo simples conseguir entendê-lo. Mas, algumas crianças percebem excessivamente fácil pegar pequenos objetos e guardá-los sem que ninguém o veja. Mas, os pais antes de se alarmarem e tachar o filho de ladrão é melhor entender qual é a causa do que está fazendo e assim poder buscar uma solução para o problema. Então, qual a melhor coisa a fazer para evitar que uma criança furte? 

6 conselhos para evitar que a criança furte

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1. Entender por que está furtando. ‘Furtar’ pode ser que não signifique nada para uma criança pequena. Que uma criança de 4 anos guarde no seu bolso um carrinho de um amigo porque ele gosta, não significa que seja um delinquente. Para uma criança pequena, possessão significa propriedade, por isso ela acredita que tem direito a qualquer coisa. A criança de 4 anos pode ter dificuldade para diferenciar o ‘meu’ do ‘seu’. Para as crianças pequenas de quatro anos elas não fizeram nada de mal até que seus pais tenham dito o contrário. Elas têm dificuldades em controlar seus impulsos. É a partir dos 5 anos quando podem começar a entender o que significa roubar ou furtar porque entendem melhor a propriedade e o que é o correto e o que não é. 

2. Ensinar o conceito de propriedade. É muito importante que os pais ensinem desde muito pequenos aos seus filhos o conceito de propriedade. Assim, a criança poderá ir entendendo que nem tudo é seu e que deve respeitar os pertences das outras pessoas

3. Criar a criança com afeição. A criação com afeição fará com que as crianças tenham mais empatia e que possam compreender e respeitar melhor os direitos dos outros. As crianças criadas com afeição sentirão mais remorso quando tenham feito algo ruim, porque sua consciência assim o permitirá. As crianças que se beneficiam dessa criação entendem antes os efeitos das suas ações sobre os demais e querem manter a confiança entre as pessoas. 

4. Ler os sinais não verbais. Alguns pais que têm uma boa conexão emocional com seus filhos poderão ler os sinais não verbais (linguagem facial e corporal) que revelam o mau comportamento da criança. Graças a essa boa conexão, a criança terá mais probabilidades de aceitar o conselho e os valores dos pais porque confiam plenamente neles. 

5. Corrigir a conduta. Se a criança furta algo por pequena que seja é necessário corrigir a conduta e que o pequeno devolva os bens à pessoa lesada. Incentivar e ajudar a criança a devolver os bens furtados lhes ensina que furtar é ruim e que os erros nos ensinam a caminharmos pelo caminho correto. 

6. Fatores de risco. Se uma criança, apesar de receber boas normas e uma boa educação e continua furtando, os pais devem ir até o fundo do assunto para saber por que o está fazendo. Existem alguns fatores de risco como: baixa autoestima, impulsividade, falta de sensibilidade com os demais, pouca empatia, sem conexão emocional com os seus pais, está chateada, está vivendo situações complicadas em casa como o divórcio dos pais e passa tempo demais sozinho... Seja qual for o motivo, os pais devem buscar uma solução o mais rápido possível. 

María José Roldán

Mestre e Psicopedagoga

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