Quando a criança não gosta de beijar nem abraçar

O que fazer se a criança não quer dar beijos ou abraços

Vilma Medina

Vilma Medina

O seu filho não quer abraçar nem beijar outras pessoas? Não dê muita importância a esse assunto. São muitos os pais que se preocupam em excesso ao observar que o seu filho rejeita de forma sistemática os beijos e os abraços de outras pessoas. 

A criança pode se negar a dar beijos ou abraços por diversos motivos. Pode ser que seja uma criança tímida que sinta vergonha e incômodo em interagir com outras pessoas, também é possível que não lhe agrade ter contato físico com pessoas físicas que não são da sua confiança, e outra possibilidade é que perceba que manifestando esse comportamento de rejeição incomode aos seus pais e utilize tal conduta para captar a atenção dos seus progenitores. 

O que fazer se a criança é pouco carinhosa

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Às vezes, os pais também se sentem envergonhados quando o seu filho resiste em beijar ou abraçar outras pessoas do seu meio mais próximo e consideram que devem obrigar o menino ou a menina a dar beijos e abraços. Mas, essa não é a melhor maneira de agir quando a criança se nega a beijar ou abraçar! 

As crianças são pessoas independentes e como pais devemos ajudá-las a serem livres e a agir conforme suas motivações, desejos, necessidades, gostos, etc. As crianças são pequenas, mas não por isso têm menos direitos em decidir o que queiram ou o que não queiram fazer. Devemos respeitar seus critérios, sua forma de se expressar, sua forma de se relacionar com o meio, e, é claro, entender que não são nossas propriedades, mas que desde o seu nascimento são pessoas livres. 

Muitas vezes queremos impor nosso critério e que a criança faça o que nós consideramos o que é melhor por medo do que as pessoas do nosso meio pensem que estamos educando mal ao nosso filho ou simplesmente porque nos sentimos envergonhados quando a criança se nega a agir da maneira que gostaríamos. 

Vamos fazer uma pequena reflexão... Como você se sentiria se te obrigassem a beijar ou abraçar alguém sem querer fazê-lo? Seguramente isso seria incômodo e se sentiria que não estão respeitando suas decisões, não é verdade? Pois, com as crianças acontece exatamente o mesmo! 

Normalmente, quando a criança percebe que seus pais não dão muito importância a esse assunto e sente que tanto ela e suas decisões são respeitadas, ela começará a relaxar e esses comportamentos de rejeição ao ser beijada ou abraçada vão desaparecendo. Pouco a pouco, nosso filho irá aprendendo, observando aos adultos que lhe rodeiam, as normas sociais e irá se adaptando a elas sem nenhum problema. 

Quando a criança rejeita os abraços e os beijos 

A seguir, compartilhamos contigo algumas recomendações que lhe ajudarão a abordar adequadamente a conduta de rejeição que o seu filho manifesta quando as pessoas do seu meio lhe demandam beijos ou abraços: 

- Não se alarme se o seu filho se nega a dar um beijo ou abraço em outra pessoa. O mais recomendável é agir com normalidade e não insistir para que o faça. 

- Beijar ou abraçar não deve ser uma obrigação! Não há que obrigar as crianças a dar beijos ou abraços a outras pessoas se elas não quiserem fazê-lo. As crianças têm que se sentir livres para beijar alguém a quem amam e quando quiserem.  

- Devemos respeitar as crianças e suas decisões. O seu corpo é seu e devemos respeitar que elas escolham com quem querem ter contato físico e com quem não. 

- Não devemos convencer a criança para que acabe beijando alguém contra sua vontade, já que podemos favorecer dessa maneira que sejam mais vulneráveis a um abuso por parte de outra pessoa por não estar acostumada a dizer NÃO a um contato físico que não desejam. É muito bom que as crianças imponham seus próprios limites

- Não a castigue por isso, tão pouco a manipule se ela se nega a beijar ou abraçar. É comum ouvir dos adultos, frases como ‘se não me der um beijo, eu vou ficar muito triste’, ‘se não me der um beijo é porque não me ama’, ‘se não me beijar eu vou chorar’, ‘dê um beijo na sua vovó porque senão ela se chateará muito contigo’, etc.  

Sofía Gil Guerrero

Psicóloga

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