Como explicar uma catástrofe para crianças de 9 a 12 anos

Como comunicar uma tragédia para crianças maiores de nove anos

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Uma catástrofe pode acontecer em qualquer lugar, em qualquer momento. Quando acontecem fatos inesperados é possível que algumas crianças tenham ficado expostas a situações de perigos extremos. Talvez devam superar perdas significativas, que tenham experimentado um cenário de violência ou desastres naturais

A gente te explica como você pode abordar o tema de uma tragédia com crianças a partir de 9 anos.

Como uma catástrofe afeta a crianças pré-adolescentes

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As crianças nessa idade (9 a 12 anos) são crianças pequenas e quase adolescentes podendo variar isso ao longo do dia, o qual dificulta muitíssimo que a gente possa centralizar de forma adequada nas características evolutivas desses meninos e meninas. Essas são suas principais características: 

- Nessa idade já podemos explicar-lhes as coisas como se estivéssemos falando com um adulto. Já não haverá más interpretações nem distorções com fantasias. 

- As crianças vivem uma época de mudanças físicas e de personalidade constantes. Acontecerão alterações hormonais que implica que tenham uma grande instabilidade que condiciona sua maneira de reagir a esses acidentes graves. 

- O seu grupo de amigos passa a ter um papel crucial. Haverá momentos em que as crianças vão querer se refugiar na segurança que os adultos possam proporcionar, mas outros em que elas vão contrariar qualquer coisa que digam e dificultarão a comunicação. 

- Dificuldade para gerenciar suas emoções, além de não saber bem que papel desempenha. Portanto, é bom você se preparar para essa fase de oposição que caracteriza a adolescência. 

- Quanto à morte, já entendem que eles também vão morrer algum dia. Ainda que acreditem que isso acontecerá quando sejam bem maiores. 

Possíveis reações das crianças de 9 a 12 anos diante de uma tragédia

- Não existe perda de autonomia, mas pelo contrário, uma hiperatividade, talvez isolamento e muita irritabilidade (que é a maneira de chorar de um pré-adolescente). 

- Conversar com elas do que aconteceu gera mal estar e estresse. Tratarão de evitar essa situação se refugiando em grupos semelhantes onde possam escapar do que está acontecendo. 

- Impulsividade. Comportamentos como fuga de casa, são suas maneiras de pedir ajuda.

- Afeta o rendimento na escola e de sua socialização. 

- Mudanças de comportamento na alimentação e no sono. 

Diante de algumas dessas situações a gente não deve dar uma dimensão muito grande, mas dar-lhes um tempo para voltar ao estado anterior ao estado crítico. 

Como ajudar ao pré-adolescente a superar uma perda 

Para conter o caso a gente deve tratar de deixá-los um espaço (tempo) para que não tenham que enfrentar o que acaba de acontecer. Para acalmá-los a gente deve deixá-los onde estão, já que provavelmente a criança vai querer fazer tudo ao contrário quando era menor e a gente simplesmente a abraçávamos. 

Os pais darão informações simples, específicas e esperando as perguntas que tenham que fazer. E dando respostas tranquilizadoras. A gente deve aceitar que o consolo a criança encontre entre os seus semelhantes. 

Borja Quicios

Psicólogo educativo