O que fazer se a criança tem gastrenterite

Sintomas e tratamento da gastrenterite na infância

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A gastrenterite aguda é a infecção do aparelho digestivo mais frequente, e também afeta as crianças. Seu próprio nome indica que o quadro clínico está marcado pela inflamação, e que os órgãos mais afetados são o estômago (gastro) e o intestino (enterite). 

A gastrenterite é uma das infecções que mais acontecem entre as crianças nos seus primeiros anos de creche ou escola, e pode ser mais ou menos grave dependendo da sua origem e sua intensidade.

Causas e sintomas da gastrenterite

o-que-fazer-se-a-criança-tem-gastrenterite A

A gastrenterite pode ser ocasionada por uma ampla variedade de microorganismos, desde os vírus (Rotavírus, Adenovírus, Norovírus, Coronavírus, Agente Norwalk), passando pelas bactérias (Salmonella, Campylobacter, Yersinia, Shigella) ou parasitas (Giardia). 

Do ponto de vista clínico, pode haver um grau variável de febre, dor abdominal, vômitos e diarréias. A consistência e aspecto das fezes variarão em função do setor do intestino que estiver mais afetado. Se afeta preferentemente o intestino delgado, as fezes serão moles e aquosas. Se afeta a parte mais distal do intestino grosso, pode haver sangue, pus ou muco nas fezes. A presença de sangue pode produzir uma grande inquietação, mas o que mais vai nos preocupar em uma criança com este processo é a desidratação. 

Você poderá suspeitar que o seu filho esteja desidratado se ele se mostra pouco ativo, se está decaído, se chora sem lágrimas ou se urina em escassa quantidade ou não urina, e se tem os ‘olhos fundos’.

Tratamento da gastrenterite nas crianças

Do ponto de vista do tratamento, o fundamental é reidratar a criança com soro caseiro ou comprado em farmácias. Este tem que ser oferecido em doses periódicas frequentes, especialmente após cada evacuação abundante. Além disso, a criança deverá levar uma dieta suave, gostosa e sem forçar. As dietas muito restritivas são contraproducentes.

Ah! E não se esqueça de lavar as mãos depois de trocar as fraldas ou assear o seu filho

Iván Carabaño Aguado

Chefe do Serviço de Pediatria

Hospital Universitário Rey Juan Carlos

Hospital General de Villalba