Os problemas do sono infantil

Ajude seu filho a superar os terrores noturnos e os pesadelos

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Nossa mente não para, mesmo quando estamos dormindo. Durante o sono, continuamos organizando informações, assimilando imagens, lembranças e pensamentos na nossa memória. No sono, não existe limite de consciência, inclusive podemos encontrar a solução de algum problema ou uma via de escape para uma situação difícil nos momentos iniciais da conciliação do sono. 

No caso das crianças, os problemas do sono estão relacionados, na sua maioria, com os hábitos irregulares de sono ou com a ansiedade de ir para a cama e ficar adormecido. Na sua primeira etapa de desenvolvimento infantil, a hora de deitar representa a hora da separação dos pais e é quando começam a se manifestar os problemas.

Pesadelos em bebês e crianças

Em geral, os pesadelos começam por volta dos dois anos de idade, ainda que sejam mais comuns de três a seis anos. Não se sabe a causa, mas dizem que estão relacionados com o estresse e a ansiedade das crianças. Os pesadelos ocorrem durante o sono leve e sua frequência é muito relativa. Tem crianças que têm pesadelos de forma muito constante, outras menos, e outros que nunca os terão. Na maioria dos casos, os pesadelos não se tratam de um motivo de preocupação para os pais. O importante é saber com agir no caso em que seu filho tiver pesadelos.

O que devemos fazer

Prevenção. Os pais devem estar atentos ao que seus filhos assistem na televisão ou nos jogos do computador antes da hora de dormir. 

Estar preparados. Como os pesadelos não podem ser evitados e não avisam quando vão acontecer, os pais devem estar seguros se ouvir seus filhos chorando durante a noite e acudir o quanto antes para que se sintam seguros. 

Acudir as crianças. Durante um pesadelo, os pais devem acudir seus filhos o quanto antes. As crianças necessitam de ajuda e de consolo.

Tranquilizar a criança. As crianças devem se sentir protegidas. Converse com elas com voz calma para que saibam que você ficará com ela se assim desejar, mas que está tudo bem para voltarem a dormir.  

Ficar com a criança. Ficar com ela até se acalmar e volte a dormir. 

Manter a calma. Ainda que seja desconcertante para os pais serem despertados subitamente pelos gritos e pelo choro dos seus filhos, devem manter a calma. As crianças notarão se os pais estão nervosos e não ajudará em nada. Somente estando calmos os pais poderão ajudar seus filhos. 

Conversar sobre o pesadelo. Se as crianças quiserem, os pais poderão conversar com elas sobre os pesadelos. Os pais devem ajudar seus filhos a pensarem e discutir com eles uma forma de sobrepor as coisas que os assustaram durante o sono. Devem ajudá-los a inventarem um final feliz para o sono.

O que não devemos fazer 

- Não desperte a criança. Se as crianças choram, mas ainda estão adormecidos, não é necessário despertá-las. Os pais devem ficar com seus filhos até que eles despertem ou voltem a dormir em paz. 

- Não leve seu filho para a sua cama. E tão pouco suba na cama dele.

- Não diga que os pesadelos não são reais. Convém explicar às crianças que é um sonho e que todos podem ter. 

Terrores noturnos

Os terrores noturnos afetam cerca de três por cento das crianças, principalmente entre os 4 e 12 anos de idade. São resolvidos espontaneamente na adolescência. Podem acontecer nas primeiras horas da noite. A criança está agitada, chora, grita, sua e percebe-se que está angustiada. Nos terrores noturnos, muito frequentemente as crianças não se lembrarão de nada que causou esse mal estar, portanto os pais não devem interrogá-las esperando que contem o que aconteceu. Se insistirmos, vamos gerar apenas mais confusão. 

Deve-se diferenciar os terrores noturnos dos pesadelos, que acontecem com mais frequência no final da noite, e quando a criança pode nos contar o que viveu no sonho. Os terrores noturnos podem ser desencadeados pela febre, falta de sono e medicamentos que atuem no nível do sistema nervoso central. 

Criança sonâmbula 

A criança sonâmbula se levanta da sua cama e permanecendo dormindo, faz atividades que podem ser habituais. A idade mais frequente de aparecer é entre os 4 e 8 anos de idade e se resolve espontaneamente na adolescência. A febre, a falta de sono e alguns medicamentos agem como fatores que causam o sonambulismo. Deve-se consultar o pediatra para estabelecer estratégias que evitem riscos a essas crianças. 

Crianças que falam dormindo

A emissão de palavras durante o sono não constitui nenhum problema e não requer tratamento.