Alimentar ao bebê com mamadeira sem remorsos

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Todos nós sabemos que o aleitamento materno e o leite da mãe é o melhor alimento para o recém-nascido. Assim que muitas mães de primeira viagem vivem atemorizadas nos primeiros dias de contato com o seu filho pensando se conseguirão fazê-lo bem, obrigando-se até extenuar em dar o peito. 

Existem mães que têm problemas (porque o bebê não se agarra ao peito, ou não sobe leite a tempo, não tem leite suficiente ou por alguma doença). Isso gera estresse, ansiedade e terminam recorrendo ao aleitamento misto, sem se dar conta de que se condenam por muito tempo a um sacrifício quase desumano. Vale à pena?  

O aleitamento misto, um grande sacrifício para a mãe

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Talvez já te tenham dito que todas as mulheres podem dar o peito. E você acabe se desesperando para consegui-lo. Talvez você consiga. Talvez não. Nem todas as mulheres conseguem das o peito ao seu filho, seja por qualquer motivo que for. 

Para mim demorou sete dias para o leite subir. Antes disso, nenhuma gota. Depois, uma gota e meia. Tinha duas bombas para tirar leite, uma manual e outra elétrica. Eu me colocava constantemente para dar o peito à minha filha. Aguentava uma hora, mais ou menos. Mas, minha filha chorava. Tinha fome. Então eu optava em usar a bomba para tirar o leite. Após uma hora só conseguir umas poucas gotas. Enquanto isso, eu preparava a mamadeira com leite artificial. E, por fim mamava com gosto. Seus olhinhos logo ficavam brilhantes e se encontrava com os meus. Ela apertava a minha mão com o seu dedinho e suas lágrimas eram de emoção, de amor, de devoção. Nesses momentos eu me lembrava das palavras da minha ginecologista: ‘Tente por todos os meios o aleitamento materno, mas se não conseguir, não se desespere. O mundo não vai acabar por isso. Sua filha vai te amar da mesma forma se você der mamadeira a ela. Basta que você tente dar um pouco de leite seu os primeiros três meses’. E assim eu o fiz.  

Com o segundo filho eu voltei a tentar. E voltou a ocorrer a mesma coisa. Mas, dessa vez já não tinha remorsos em dar-lhe a mamadeira, porque já tinha vivenciado a experiência anterior e me dei conta que o vínculo afetivo entre o bebê e sua mãe não depende do peito e sim dos olhares, do tato, da voz e de todos os sentidos que são despertos ao pegar e abraçar o seu filho nos braços. E nisso tudo tinha uma grande vantagem: o pai também podia participar do aleitamento e fazer parte do vínculo que une toda a família. 

Assim, o meu conselho é este: tente. Claro, sempre a gente deve fazer o possível para dar o melhor alimento para o nosso filho. Mas, se não conseguirmos na primeira semana, não se chicoteie, nem se torne escrava do aleitamento misto. O seu bebê crescerá féis se você estiver bem e feliz. Lembre-se que você transmite tudo o que sente a ele, mesmo já tendo cortado o cordão umbilical. 

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com