Carregar os bebês no colo é ruim?

Vilma Medina

Vilma Medina

Muitas situações cotidianas que vivemos com nossos filhos são muito curiosas e merecem ser compartilhadas pelo simples fato de que conhecendo outras experiências , algumas inclusive muito curiosas, também aprendemos

Neste precioso caminho à maternidade e paternidade também se faz interessante saber e viver a necessidade que muitos bebês têm em pedir os braços do seu papai e da sua mamãe, uma vez ou outra. Isso é bom ou ruim? 

Os braços do papai e da mamãe

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As situações que vivemos com nossos filhos quando são bebê são muito comuns entre todas as mães. Quando eu tive minha filha, minha mãe me deu um conselho que eu utilizei, na medida do possível, na sua educação. ‘Pense bem antes de permitir algum desejo da sua filha. Se você o permite uma vez, terá que fazê-lo para sempre’.

Acredito que o que ela queria dizer com isso é que não acostumasse mal à minha pequena. Ela tem razão, mas quanto a pegar o bebê nos braços não acredito que seja um costume ruim. Um mau hábito seria acostumá-la a algo ruim, não? Minha filha, desde muito pequenina, tanto eu como meu esposo adorávamos pegá-la nos braços. A gente ninava, abraçava e envolvia a pequena como se fôssemos um ninho. Não víamos essa atitude como um capricho. Só víamos traços de gozo e de satisfação na sua carinha. Acredito que carregar os bebês nos braços não representa nada de mal ou inadequado, pelo menos enquanto você puder fazê-lo e com limites, é claro. 

Eu me lembro até hoje que um dia eu estava muito apertada para ir ao banheiro e justo naquele momento eu tinha minha filha nos braços. Então eu tentei colocá-la no seu berço, depois na sua cadeirinha, mas ela abriu um bocão que não teve mais remédio do que levá-la comigo nos braços para o banheiro, sentar-me na privada com ela e satisfazer minhas necessidades com ela nos meus braços. Aquilo foi como uma cena de um filme de comédia. Enquanto eu fazia minhas necessidades eu me perguntava: ‘será que é normal que uma mãe faça isso?’ Não posso omitir que me senti um pouco ridícula, ainda que, ao mesmo tempo tenha me sentido orgulhosa do meu papel de mãe. 

Minha filha sempre gostou de estar nos meus braços, e eu, sempre que seu peso tenha me permitido a carreguei agarradinha ao meu corpo. Na medida em que foi crescendo foi deixando de necessitar os braços sem que eu dissesse nada. Hoje, às vezes, quando ela está cansada, ela me ‘pede braços’, mas não que a carregue nos braços. Seria impossível! Mas, quando estou deitada na cama ela se atira por cima de mim e me diz com os seus braços que quer ‘ninho’, afeto, carinho e amor. E eu me sinto nos céus!!  

Vilma Medina

Diretora de GuiaInfantil.com

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