Meu bebê só quer estar nos meus braços

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Todas as mamães sabem da importância de pegar nossos filhos nos nossos braços e que mantenham um contato físico com eles para se sentirem protegidos. Para todo bebê, a sua mamãe é a solução para todos os seus males, mas pode acontecer que o nosso filho se acostume a ficar grudado o tempo todo na gente. Quando é razoável que a gente o pegue nos braços? 

Existem bebês que são, por natureza, mais demandantes que outros. Muitas vezes choram, não para satisfazer suas necessidades fisiológicas, mas devido à solidão ou sensação de insegurança. Muitas mães têm que ficar carregando os filhos enquanto tiram o pó da casa, almoçam ou estão fazendo xixi. Quando nos perde de vista o bebê berra porque não quer estar sozinho e nos limita enormemente a possibilidade de realizar outras tarefas.

Braços da mamãe ou dependência do bebê

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A princípio, todos nós podemos entender essas exigências. Essa dependência é normal, mas segundo vão crescendo devem aprender a se adaptar ao mundo: seu berço, estímulos externos, a presença de outras pessoas, etc. Para isso os pais devem agir com paciência diante da situação.

Nosso filho deve se acostumar pouco a pouco para que se sinta seguro fora dos nossos braços. Podemos começar colocando-o numa cadeirinha de balanço e levá-los sempre perto da gente enquanto caminhamos pela casa e estivermos realizando nossos afazeres, e sem cair na tentação de pegarmos no colo diante da mínima queixa (sei que quase sempre o choro de um bebê nos desconcerta e nos comove). Não devemos deixar-lhes fazer uma birra com a nossa indiferença, mas sim ajudar-lhes para que aprendam a esperar um pouco antes de conseguir o desejado. 

Também podemos oferecer-lhes entretenimentos: um brinquedo, um pedacinho de pão, um bichinho de pelúcia, de maneira que possam aprender a se relaxar e a não estar constantemente dependente da gente. O resultado dependerá em boa parte da personalidade do bebê, mas temos que levar em conta que os hábitos e costumes também se aprendem.

O bebê tem que começar a explorar, brincar, distrair-se e começar a ser mais independente, ainda que os abraços e carinhos continuem a ser muito importantes para o seu bom desenvolvimento. A questão é dar-lhes o necessário, ceder à sua demanda dos braços quando acontecer uma situação de insegurança ou quando for razoável. O bebê deveria suportar progressivamente que a gente não possa atender às suas demandas em todo o momento. 

Patro Gabaldón

Redatora de GuiaInfantil.com