O erro em qualificar as crianças pela média

Vilma Medina

Vilma Medina

Na educação se mede muitas vezes o êxito ou o fracasso de um aluno mediante a comparação com o resto dos estudantes, assim uma criança pode estar na média, acima da média ou abaixo da média. 

Dessa maneira se valoriza o grupo em geral e não as capacidades individuais de cada criança. No entanto, o professor da Universidade de Harvard, Todd Rose, defende que reconhecer a individualidade da criança é a única e a melhor maneira de apoiar sua aprendizagem. 

Por que não se deve qualificar o aluno comparando-o com o resto

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Todd Rose publicou um livro chamado ‘O fim da média’ em que critica abertamente a educação de massas em que tudo está padronizado: as crianças são regidas pelo mesmo critério, não se avalia a capacidade individual e se classifica as crianças em função de uma média.    

Antes que Todd Rose chegasse a ser professor em Harvard ele foi um aluno fracassado, abandonou a escola e teve trabalhos com um salário mínimo. No entanto, decidiu mudar aquilo, estudo pelas noites, se graduou na Universidade como primeiro da sua classe e ganhou uma vaga de pós-graduação em Harvard. Estava claro que, apesar de ter sido qualificado na sua escola como ‘abaixo da média’, capacidade não lhe faltava.  

Quantas crianças não terão recebido o estímulo suficiente? Quantos abandonaram os estudos porque estavam abaixo do nível do grupo? Quantos pensaram que eram inferiores que seus companheiros? 

‘Deixemos de pensar que podemos predizer em cada um dos indivíduos e foquemos nossos esforços agora mesmo em criar condições favoráveis para tanta gente como seja possível, e vejamos o que acontece’, é a aposta de Rose em melhorar a educação. 

Todd Rose propõe abandonar todas essas médias e lança três idéias básicas que devemos levar em conta para melhorar nossa forma de pensar acerca das crianças:  

- Seus pontos fortes e fracos são complexos e muito específicos.

- As crianças mostram características diferentes em distintas circunstâncias. 

- Todos os caminhos para o êxito são individuais. 

Como deveríamos, pois, avaliar o aprendizado da criança? A idéia de Rose é que se deve fazer de forma individual, nunca em comparação com outras crianças e jamais criando médias, porque isso não tem nenhum tipo de relação com a capacidade da criança e suas habilidades

Trata-se de não predizer o que será da criança quando crescer, ou seja, não devemos supor que se ele falhar será um fracassado e se tirar boas notas terá êxito no futuro. Trata-se de criar umas condições para que as crianças possam desenvolver suas habilidades de forma individual.  

Essa teoria de Rose não é a única, e muitos outros métodos como o Montessori apostam em estimular a capacidade individual da criança, no entanto, são teorias que ainda hoje não acabam com o velho sistema educacional. Por que será?

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com

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