O erro em ter um filho favorito

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Alguma vez você já se sentiu ‘filho favorito’? Ou pelo contrário, o favorito era um dos seus irmãos? Porque, por mais que se tente negar sempre haverá um filho que a mãe ou o pai sinta mais afinidade. 

O importante não é ter ou não ter um filho favorito. O importante é que não se note. Porque, se isso for percebido você está cometendo um grande erro. Essas podem ser as consequências. 

6 consequências negativas do favoritismo entre filhos

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Sentir-se a ‘ovelha negra’ da família não é agradável. Traz inúmeros sentimentos ruins. Os pais podem ter um filho favorito. O importante é que os outros não percebam. Essas podem ser as consequências diante do favoritismo nos filhos: 

1. Carência afetiva. Os filhos que se sentem renegados a um segundo plano têm um sentimento profundo de falta de carinho e um escasso vínculo com seus pais. Isso os levará quando adultos a serem pessoas mais dependentes a nível emocional

2. Ciúmes. Uma das principais consequências do favoritismo entre irmãos são os ciúmes. As constantes brigas podem ser um sinal que um dos filhos se sente desprezado. 

3. Rancor em relação aos pais. Quando adultos, os filhos que não foram os favoritos desenvolvem rancor em relação aos pais, aos que lhes consideram culpáveis em não ter recebido a mesma atenção que o restante dos irmãos. 

4. Frustração. A aceitação da frustração dessas crianças é menor. Não são capazes de enfrentar um problema com facilidade. 

5. Baixa autoestima. Ao entender que seus pais não lhes dão o mesmo apoio que dão aos outros irmãos, as crianças que são conscientes do favoritismo gerarão um problema de confiança em si mesmo. 

6. Competitividade. Todos os irmãos competirão entre si. 

Por que é um erro ter um filho favorito e que se note 

Segundo um estudo da Universidade de Cornell (Estados Unidos), os filhos de pais que tiveram um filho favorito apresentam problemas emocionais não apenas na infância e adolescência, mas também na sua fase adulta. Ou seja, que as crianças que não forma os filhos favoritos na sua infância têm muitas possibilidades de se converterem em adultos indecisos e com problemas emocionais. 

Para realizar esse estudo foram pesquisados mais de 600 filhos de mais de 40 anos, que tinham tido uma grande percepção de favoritismo na infância. Suas mães não foram capazes de recordá-lo, mas eles sim. 

No entanto, o problema não é somente para os filhos que nunca foram favoritos. Os filhos favoritos têm possibilidades de se tornarem adultos egocêntricos e com problemas de identidade. Os filhos favoritos também sofrem, ou simplesmente ‘ganham’ a rejeição dos seus irmãos. E pode ser que os pais exijam mais deles do que dos restantes. E o lar deixa de ser um lugar de harmonia, mas num campo de batalha onde os irmãos competem entre si. Ou seja, o problema é que os filhos notem o favoritismo. No final das contas todos saem perdendo. 

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com