O parto humanizado respeita os direitos da mãe e do filho

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Quando engravidei eu depositei minha confiança no meu ginecologista, que era quem me assessorava, e também na minha mãe, que me orientava me enviando artigos que via na Internet. 

Diante da decisão de como seria o meu parto, eu escolhi ter minha menina num parto tal como eu conhecia: num ambiente hospitalar porque isso me dava mais confiança. Eu desconhecia que inclusive em algumas clínicas se oferecia um parto ainda mais satisfatório, que muito tempo depois eu acabei ouvindo falar do parto humanizado que pode ser feito tanto em casa como em centros hospitalares especializados. 

Em que consiste o parto humanizado

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Quando minha filha fez dois anos eu comecei a trabalhar no setor da saúde. Foi onde eu escutei falar do parto humanizado. Até aquele momento eu acreditava que se tratava de um parto feito em casa ou aquele que era debaixo d’água, que não foi minha opção antes de dar a luz. 

Quando realmente me explicaram que também se podia ser feito em instituições hospitalares e que na minha cidade tinha clínicas na vanguarda desse tipo de parto eu fiquei surpreendida e pensei que gostaria de ter esse conhecimento antes de ter minha filha. 

O parto humanizado respeita os direitos da mãe gestante e do bebê e pode ser praticado em instituições hospitalares após uma preparação da sua equipe médica. As futuras mamães devem levar em conta os seguintes aspectos: 

- Companhia: A mulher gestante pode escolher que a acompanhará no parto e no pós-parto

- O bebê e sua mamãe são inseparáveis: Os vídeos são impressionantes. É possível ver como as crianças ao nascer são postos sobre a mãe e a criança busca chegar, com ajuda, aos seios da mãe de maneira instintiva. No parto humanizado o binômio mãe – filho jamais é separado, salvo se a saúde de algum dos dois estiver comprometida. Este contato pele com pele ajuda ao bebê regulando seu ritmo cardíaco e temperatura, a glicose no seu sangue e o seu sistema imunológico. Além disso, os bebês que são separados da sua mãe, eles sofrem estresse. 

- Corte do cordão umbilical: O cordão umbilical mantém uns 3 a 4 minutos o pulso, tempo em que passa o sangue da placenta com uma quantidade importante de ferro, hemoglobina e com benefícios neuronais em longo prazo, por isso o cordão umbilical não deve ser cortado antes. 

- Tempo do parto: Salvo casos médicos específicos se desaconselham os partos induzidos ou acelerados mediante a ruptura da bolsa ou através de medicação. 

- Parto natural: O parto natural tem imensos benefícios para a mãe e o bebê. Um deles é o esvaziamento completo da água dos pulmões do bebê enquanto passa pelo canal vaginal, a mãe perde menos sangue e se recupera mais facilmente. A OMS diz que não deveriam se apresentar mais de 15% de cesáreas e o número em alguns países é um em cada dois partos por cesárea. Nesse parto não se aconselha a episiotomia ou rotura do períneo para a expulsão. 

- A posição: Segundo o parto humanizado, a mãe deve ter o seu filho numa posição mais natural para a expulsão; aconselha-se de cócoras ou sentada, como posição mais adequada do que deitada.  

- Aleitamento: As mulheres são informadas durante a gravidez sobre os benefícios do aleitamento e se facilitam as condições para que a mãe amamente o seu filho desde as primeiras duas horas do nascimento. 

Apesar de que o dia do nascimento de um filho jamais se esqueça, desse contato pele com pele com minha filha, eu gostaria de ter recebido uma informação mais ampla sobre o que significava uma cesárea. Por sorte minha, permitiram-me a companhia do meu esposo no parto e eu fui bem informada sobre os benefícios do aleitamento e eu a amamentei desde o primeiro momento até quase um ano. Assim que, mamães, aqui eu deixo a vocês essa informação para que saibam que existe outra maneira de vivenciar o parto, mais humano e respeitado. 

Viviana Marín

Redatora de GuiaInfantil.com