Por que dar a luz a meninas dói menos

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Você se lembra do momento do parto? Na maioria dos casos, este sentimento é uma mescla de dor, estresse, medo e finalmente alegria. Mas, se você já teve um menino e uma menina, lembra-se se foi diferente? Segundo cientistas da Universidade e o Hospital de San Cecilio de Granada, dar a luz a uma menina dói menos do que dar a luz a um menino. 

Por que o parto de meninos dói mais

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Segundo os resultados dessas pesquisas (publicadas na revista Pediatric Research), as mulheres enfrentam desde o princípio muito melhor o processo de dor. Ou seja, que o seu nível de tolerância à dor e ao estresse é superior ao dos homens. 

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram a experiência de 56 gestantes que iam dar a luz no Hospital Clínico de Granada. 27 delas tiveram meninos e 29 tiveram meninas. Foram recolhidas amostras de sangue das gestantes no começo do processo do parto e durante a expulsão. As mães que tiveram meninas apresentavam maiores níveis de defesas antioxidantes e um menor processo de inflamação no seu parto. 

Após o parto, os pesquisadores analisaram também o sangue do cordão umbilical dos recém-nascidos. Encontraram mais componentes antioxidantes nas amostras das meninas. Descobriram que as meninas têm um sistema enzimático mais maduro que o dos meninos, o que faz com que enfrentem melhor o momento do parto e as tornam mais fortes diante dos primeiros problemas que pudessem surgir nos seus primeiros dias de vida. Daí que a esperança de vida em recém-nascidas seja superior ao de recém-nascidos. 

A dor segundo a fase do parto 

De todas as formas, cada pessoa resiste de uma forma diferente à dor. O limite da dor varia muito dependendo da gestante. Mesmo assim, cada fase do parto pode concentrar dor em uma região específica. 

1. As primeiras contrações: A dor das primeiras contrações começa a se sentir nas costas e na região lombar. É regular e vai se intensificando à medida que o tempo passa. É a fase de dilatação, de abertura do colo uterino. A dor desse processo se irradia até a região lombar. Diante dessa dor, o melhor é a massagem na região das costas e na parte lateral. 

2. Contrações mais constantes: Quando a dilatação já alcança o seu epicentro, a dor se desloca na região da barriga, na altura da pélvis. A dor se torna mais aguda. Isso é assim porque as contrações uterinas se intensificam. A dor vem e vai, torna-se insuportável, mas também deixa alguns momentos de ‘calma’. 

3. Durante a expulsão: A dor se concentra na região sacra, do púbis, esfíncter anal e coxas.  

4. Após o parto: Uma vez finalizado o parto, a dor cessa. No entanto, pouco depois pode aparecer de novo uma série de contrações denominada agravo do pós-parto. Deve-se à contração do útero para evitar hemorragias. Trata-se de dores pungentes, parecidas as de uma menstruação. 

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com