Herpes vaginal na gravidez

Causas e tratamento do herpes vaginal nas grávidas

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Existem dois tipos de herpes: o herpes labial ou simplex tipo 1, que afeta principalmente a área do rosto e lábios e o herpes genital ou herpes simplex tipo 2. 

A infecção pelo vírus Herpes pode ser transmitida ao bebê através do sangue ou durante o trabalho de parto, quando passa através da vagina da mãe. A gente te explica o que é e quais os perigos que têm para o bebê. 

Sintomas do herpes vaginal na gestante

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O herpes vaginal é o Herpes simplex tipo 2. Está relacionado com doenças de transmissão sexual que afeta os genitais e é muito doloroso. Se uma mulher apresenta um surto durante o parto ou inclusive a partir da 32ª semana pode contagiar o seu bebê. 

Além disso, já foi comprovado que o aborto espontâneo é muito elevado em caso de mulheres contagiadas, se a infecção for adquirida dentro das primeiras 20 semanas. 

Os sintomas desse tipo de herpes são: 

- Este herpes, que pode se manifestar durante a puberdade ou no início da atividade sexual, caracteriza-se pela irritação e vermelhidão dos genitais, que duram alguns dias, ao acontecer a infecção. 

- Pequenas úlceras dolorosas de uns 3 – 5 mm de diâmetro e uma base branca sobre a pele, que podem desaparecer no final de umas quatro semanas. 

- Também se produz o aumento dos gânglios linfáticos nas virilhas, que, em algumas vezes vem acompanhado de alguns décimos de febre. 

- As lesões provocadas pelo herpes desaparecem em poucas semanas. No entanto, depois de sofrer uma primeira infecção, o vírus permanece no organismo, instalando-se nas raízes dos nervos, ao redor do osso sacro. Por isso, é normal que volte a aparecer de tempos em tempos. 

- Quando se produzem novos episódios, os sintomas são menos visíveis e incômodos. 

Contágio do herpes vaginal no bebê 

- Através do canal do parto (mais frequente): As vesículas que se encontram na vagina ou no colo do útero contagiam a criança quando esta passa pelo canal do parto. Este risco é muito maior quando a gestante tenha contraído o vírus pela primeira vez próximo à data do parto. 

- Se a mulher tenha tido uma infecção por herpes antes da gravidez, ou sofre de um novo surto próximo do momento do parto, as possibilidades de contagiar o bebê se reduzem a 3%. 

- Através da placenta: Pode ser bastante rara, já que esta desenvolve um papel protetor contra muitos organismos nocivos para o feto. Também são pouco frequentes as infecções no caso de ruptura do saco amniótico. 

Prevenção e tratamento do herpes vaginal na mãe 

Se a mulher tenha apresentado herpes genital antes da gravidez, ela deve se submeter a controles ginecológicos para descartar lesões próximas à provável data do parto, da mesma forma que controles do sangue para detectar se está infectada. 

No momento do parto, se existe uma infecção ativa, o ginecologista determinará a via de parto (vaginal ou cesárea), dependendo da carga viral e do sistema imunológico da mãe. 

Podem se administrados retrovirais para combater a virulência, diminuir o risco de transmissão e acelerar a cura das lesões. 

Sara Cañamero de León

Matrona