Quando a gravidez se prolonga além da conta

O que acontece se passa o tempo e você não entra em parto

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A duração normal da gravidez nos seres humanos pode ser de até 42 semanas – o equivalente a 294 dias – contando a partir da data da última menstruação. Acima desse período a gente considera como uma gravidez cronologicamente prolongada.

O que acontece nos casos em que a futura mamãe atinge o tempo limite e o bebê não se anima a sair?

Que risco pode ter uma gravidez mais além das 42 semanas

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A duração excessiva pode acarretar em riscos para o bebê ou dificultar o seu nascimento.

1. Bebê grande ao nascer: Uma das associações mais frequentes a esta circunstância é o maior tamanho do bebê, o qual pode complicar o parto, sendo mais frequente neste caso o aparecimento com a extração dos ombros ou da necessidade de fazer uma cesárea ou um parto instrumental.

2. Falta de líquido amniótico: A gravidez cronologicamente prolongada se associa a uma menor quantidade de líquido amniótico, o qual também está relacionado com uma má função da placenta. A placenta assegura os nutrientes ao futuro bebê e o seu inadequado funcionamento pode produzir uma contribuição reduzida de oxigênio ao feto. Isso também está relacionado com o aparecimento de sofrimento fetal. A falta de líquido amniótico também pode produzir problemas renais e compressão do cordão pela diminuição do espaço na cavidade amniótica. Também é mais frequente que nele apareça mecônio (a primeira deposição do bebê recém-nascido). 

3. O aspecto do recém-nascido é diferente: Em muitas ocasiões, estes bebês têm uns aspectos bem característicos: a pele enrugada e com lanugo – pelo corporal que desaparece com o passar do tempo – e aspecto de ter emagrecido com pouca reserva de gordura. 

4. Em casos excepcionais, a morte do bebê: A prolongação excessiva da gravidez está relacionada com a morte do bebê dentro do útero. 

Para evitar todos estes problemas, a partir da 41ª semana se planeja realizar uma indução do parto, com prostaglandinas e ocitocina sintética, simulando o processo que a mulher realiza normalmente quando o processo se desenvolve de maneira natural. 

Julita Fernández

Matrona e Professora de Dança Oriental para gestantes