10 erros dos pais na educação dos filhos

O que os pais não devem fazer ao educar as crianças

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Como ser um bom pai? É a pergunta que milhões de pais e mães de todo o mundo se fazem praticamente todos os dias. Da mesma maneira que as crianças têm que realizar aprendizagens de todo tipo ao longo da infância, os pais também têm que aprendê-lo. 

Cada criança, cada situação, cada momento requer uma forma de atuar para a qual convém estar preparado, mas como agir? A melhor forma de acertar e fazê-lo bem com a educação dos filhos é que os pais reconheçam o que fazem mal, em que se equivocam e quais erros cometem. Nós te contamos quais são os desacertos mais comuns dos pais com a educação dos filhos

Erros comuns na hora de educar as crianças

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1. Ser um mau exemplo: Os pais são as referências e os modelos a seguir das crianças. Torna-se paradoxo pedir à criança que não insulte, que seja paciente, que respeite aos demais ou que compartilhe se os progenitores não seguem essas mesmas regras. 

2. Superproteger: é um dos erros mais comuns hoje em dia. Os pais na apenas assumem as tarefas e responsabilidades dos seus filhos, mas também evitam que se frustrem e resolvam seus problemas. Proteger em excesso só se consegue que a criança não desenvolva as habilidades necessárias para resolver seus problemas. 

3. Não impor normas e limites: as crianças necessitam normas na sua educação para saber como agir, para se proteger do perigo, para não se converter em crianças tiranas, apáticas ou passivas. Criar um modelo educativo desde a infância é fundamental na educação dos filhos. 

4. Gritar com as crianças: modelos educativos, estresse ou a falta de recursos pedagógicos leva muitos pais a perder a paciência e gritar com os filhos. Quando a situação é habitual a única coisa que acontecerá é que a criança se acostumará e já não terá efeito, lhe causará baixa autoestima, estará mais nervosa e terão atitudes agressivas. 

5. Castigar mal: quando se castiga com gritos ou de uma maneira desproporcional ao comportamento da criança. Os especialistas indicam que ‘mandar pensar no cantinho’ tão pouco funciona, pois a criança não pensa na sua atitude nesses momentos. No entanto, é mais positivo o castigo educativo, ou seja, ao invés de utilizar a privação de algo, usar métodos para que as crianças entendam que o que têm feito tem consequências. 

6. Falta de acordo entre os pais: é muito comum que os pais não tenham o mesmo critério educativo e cada um aplique o seu. No entanto, a única coisa que conseguem é confundir a criança. É preferível falar entre o casal sobre como agir antes de dar normas dispares que faça com que a criança se sinta perdida. 

7. Negatividade: os pais têm que utilizar o ‘não’ de forma muito habitual: ‘não suba aí’, ‘não pule’, ‘não grite’... Por outro lado, se o que as crianças recebem são frases negativas e críticas, a tendência é que se tornem adultos negativos e inclusive com baixa autoestima. 

8. Não escutar as crianças: é muito normal que em uma repreensão o pai ou a mãe queira fazer ouvir sua voz acima da criança bloqueando qualquer tentativa de defesa ou comentário por sua parte. No entanto, é fundamental escutar aos filhos e conhecer por que fizeram algo, que lhes impulsionou a ter uma determinada conduta ou o que sentem, pensam e acreditam sobre as coisas.  

9. Promover o consumismo: as crianças muitas vezes têm de tudo e em idades precoces conseguem qualquer brinquedo que pedem ou inclusive dispositivos tecnológicos. Evitar que as crianças se esforcem e lutem em conseguir as coisas e apresentá-las em bandeja só cria crianças preguiçosas e com poucos desejos de alcançar objetivos. 

10. Esquecer que é uma criança: os pais tendem a se esquecer que uma vez foram crianças; não se lembram do que sentia ao voltar para casa com uma nota ruim, a sensação de quebrar aquele vaso favorito da mamãe ou como é divertido pular em cima da cama. Não podemos tratar as crianças como adultos, afinal elas estão em processo de aprendizagem e necessitam experimentar e provar. Ou seja, temos que entendê-las. 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com